“BR-153 da morte: Justiça manda investigar rodovia enquanto usuários questionam — pedágio caro e estrada em colapso”

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A Rodovia Transbrasiliana (BR-153), no trecho entre Marília e Ourinhos, entrou de vez no centro de uma crise que já vinha sendo denunciada por motoristas: infraestrutura precária, risco constante e sensação de abandono.

Conhecida popularmente como “BR-153 da morte”, a rodovia agora será alvo de uma perícia técnica de urgência determinada pela Justiça Federal, que estabeleceu prazo de 30 dias para um diagnóstico completo das condições da via.

Justiça intervém onde a manutenção falhou

A decisão judicial prevê a avaliação detalhada de pontos críticos:

  • Estado do asfalto
  • Sinalização
  • Estrutura de pontes
  • Sistema de drenagem

O laudo será elaborado por um engenheiro indicado pela Justiça e servirá como base para um eventual plano emergencial de obras.

Caso não haja acordo entre os envolvidos, a Justiça poderá impor as intervenções, escancarando um cenário em que o poder público precisou agir diante da gravidade da situação.

Histórico recente expõe fragilidade da rodovia

O episódio mais recente reforça a urgência da medida.

Em março, fortes chuvas provocaram erosão severa, destruíram uma galeria pluvial e comprometeram a base da pista, resultando na interdição total da rodovia por 15 dias.

A liberação ocorreu em abril, após obras emergenciais, mas deixou evidente que o problema não é pontual — é estrutural.

Concessionária no centro das críticas

Responsável pelo trecho, a Triunfo não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Enquanto isso, cresce entre usuários a indignação com o que classificam como um descompasso entre o valor cobrado nos pedágios e a qualidade entregue.

A cobrança é direta:
motoristas pagam caro para trafegar, mas encontram buracos, falhas estruturais e risco permanente.

A pergunta que ecoa na região

A situação levanta um questionamento inevitável:

Para onde vai o dinheiro dos pedágios quando a estrada chega a esse nível de deterioração?

A BR-153, um dos principais corredores da região, hoje é vista por muitos como um exemplo de modelo que arrecada, mas não responde na mesma medida em investimento e manutenção visível ao usuário.

Comentário do JP Jornal O Popular

O JP Jornal O Popular entende que a decisão da Justiça Federal é necessária, mas também revela um problema grave: foi preciso uma ordem judicial para que o óbvio fosse feito.

A realidade é dura. A BR-153, chamada pela população de “rodovia da morte”, não ganhou esse apelido por acaso. Ele nasce da experiência diária de quem enfrenta uma pista deteriorada, insegura e, muitas vezes, negligenciada.

A concessionária Triunfo precisa explicar, com transparência, por que uma rodovia pedagiada chega a esse nível. Cobrar pedágio é um direito contratual. Entregar segurança é uma obrigação inegociável.

Não se trata de ataque, mas de cobrança legítima. A conta fecha para quem administra ou só pesa para quem dirige?

O jornal seguirá acompanhando o caso com postura firme. Porque quando a estrada vira risco, o silêncio deixa de ser opção — e a cobrança passa a ser dever.

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