Advogado é agredido por policial civil. OAB pediu afastamento do agente.

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Na tarde da última quarta-feira (5), o advogado criminalista Lucas Lima, de 30 anos, foi agredido por um policial civil em Batatais, enquanto atuava na defesa de um cliente.

De acordo com as informações do boletim de ocorrência, tudo começou quando o advogado chegou à delegacia para acompanhar uma audiência de flagrante delito, e encontrou seu cliente já dentro da viatura.

Segundo os familiares do acusado, o flagrante já havia ocorrido há algum tempo, então o advogado questionou os policias sobre o motivo do cliente estar na viatura e foi informado que estavam retornando à residência dele, pois, de acordo com os investigadores, havia outros objetos produtos de roubo/furto no local.

Lucas Lima então, questionou o investigador se havia mandado de segurança. Como a resposta foi em negativa, o advogado pediu ao cliente que se retirasse da viatura, pois não autorizariam a “invasão de domicílio”.

Naquele momento, o policial teria dito que iriam de qualquer forma e o chamou de “advogado de bosta”, dizendo que só sabia atrapalhar o serviço deles e “iria pagar muito caro por isso”. Lucas, então, teria se prontificado a ir com o cliente na viatura, mas não foi autorizado. Ele foi até a casa por meios próprios e chegando lá argumentou novamente que não havia mandado.

O advogado então recebeu uma cabeçada no nariz, sendo jogado ao chão, e recebeu socos no peito e na costela.

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A Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB paulista vai pedir ao secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, que afaste das funções um policial civil que agrediu o advogado.

A presidente da OAB/SP, Patricia Vanzolini, considerou a violência sofrida por Lucas como inominável não só a ele, mas a toda a advocacia. “A violência sofrida por um advogado em Batatais e registrada nessas cenas é uma agressão inominável não só a ele mas a toda a advocacia. Me enoja, tanto como líder da advocacia paulista quanto como advogada criminalista militante e não ficará impune. Assim que fiquei sabendo liguei pessoalmente para o colega para tomar pé da situação e a Seccional já está colocando todo o seu peso e força para assisti-lo, tanto para a apuração criminal, quanto administrativa junto à corregedoria da polícia quanto administrativa interna da Ordem, com a concessão de desagravo de ofício. Por minha delegação o Presidente da Comissão de Prerrogativas do Estado Luiz Fernando Pacheco irá cuidar pessoalmente do caso, ao lado da valorosa comissão de prerrogativas da subseção que assistiu o colega na hora do fato. Está na hora, mais uma vez, da advocacia mostrar sua força, coragem e união para que fatos como esse não mais se repitam!” disse.

Em uma postagem e suas redes socais, o advogado agradeceu pelo apoio e disse temer pela sua integridade física. “Mas não podemos esmorecer com atitudes desta natureza”, finalizou.

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