Homem estava foragido após descumprir regras do regime semiaberto; caso ficou marcado por relatos de extrema crueldade no Distrito Federal
A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu, nesta sexta-feira, Hilcimar Lopes da Silva, condenado a 16 anos de prisão por envolvimento na ocultação de cadáver em um dos casos criminais de maior repercussão do DF, ligado a Eduardo de Araújo da Conceição, conhecido como “Vampiro do Itapoã”.
Hilcimar havia sido beneficiado com o regime semiaberto, mas passou a ser considerado foragido da Justiça após não retornar à unidade prisional. Ele foi localizado por policiais militares durante patrulhamento na Rodoviária do Plano Piloto, área central de Brasília.
Após a abordagem e a confirmação da identidade, o condenado foi preso e encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, onde ficou à disposição da Justiça.
O caso ganhou grande repercussão pelo grau de violência apontado nas investigações. Segundo relatos apresentados à época, Eduardo teria ingerido sangue de uma das vítimas durante a ação criminosa, fato que deu origem ao apelido de “Vampiro do Itapoã”.
De acordo com a investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, a vítima, identificada como Heraldo, havia sido contratada para realizar um serviço em um terreno no Itapoã. Após um desentendimento relacionado ao trabalho, ele foi atacado com golpes na cabeça usando uma barra de ferro.
Ainda conforme as apurações, o corpo foi escondido em uma galeria de esgoto para dificultar a localização pelas autoridades. O Tribunal do Júri do Paranoá reconheceu que o crime foi praticado por motivo banal e com extrema crueldade.
Além de Hilcimar e Eduardo, Francisco das Chagas Araújo também foi responsabilizado e condenado a 13 anos de prisão. Um adolescente envolvido no caso respondeu por ato infracional em unidade socioeducativa.
A nova prisão reacende a lembrança de um crime que chocou Brasília e reforça a atuação das forças de segurança no cumprimento de mandados e na captura de condenados foragidos.
Comentário do JP Jornal O Popular
O JP Jornal O Popular destaca o caso pela gravidade dos fatos e pela importância da resposta das autoridades diante de crimes que marcaram a sociedade pela violência e crueldade. Informação séria é também compromisso com a população.
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