Caê Bellini Saldanha, de 21 anos, foi localizado no bairro Alto Cafezal após a Justiça decretar prisão preventiva pelo caso ocorrido em condomínio de Garça
A Polícia Civil prendeu preventivamente, em Marília, Caê Bellini Saldanha, de 21 anos, suspeito de matar e queimar um gato em uma churrasqueira na área de lazer de um condomínio em Garça. O caso, marcado por extrema crueldade, causou forte indignação na região e voltou a ganhar repercussão após o cumprimento do mandado de prisão.
A prisão ocorreu nesta sexta-feira, após decisão da 2ª Vara da Comarca de Garça, que decretou a prisão preventiva do investigado. Caê foi localizado em um apartamento no bairro Alto Cafezal, em Marília.
O crime aconteceu no dia 15 de maio. Na época, o jovem chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após audiência de custódia, passando a responder em liberdade mediante medidas cautelares.
Segundo a Polícia Civil, a defesa informou inicialmente que o investigado se apresentaria de forma voluntária à delegacia. No entanto, a apresentação foi adiada sob a justificativa de uma crise de ansiedade. A polícia informou que não foi apresentado laudo ou atestado médico que comprovasse a situação.
Com isso, as buscas continuaram. Conforme o boletim de ocorrência, ao ser encontrado no apartamento em Marília, o suspeito teria se recusado a abrir a porta, o que levou os policiais a arrombarem o imóvel. Ele foi algemado, teve um telefone celular apreendido e foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária de Marília.
Imagens de segurança registraram agressões
Câmeras de segurança registraram o momento em que o gato foi agredido antes de ser encontrado morto e queimado dentro de uma churrasqueira do condomínio. Segundo a Polícia Civil, após as agressões, o suspeito colocou o animal em uma caixa e seguiu para os fundos do prédio, retornando depois com óleo e papéis.
O corpo do animal foi localizado pelo porteiro na área de lazer. Próximo ao local, a polícia encontrou uma garrafa com óleo de cozinha e um galão com vestígios de combustível.
Durante a investigação, a Polícia Civil identificou o tutor do gato. De acordo com a apuração, o animal havia sido furtado de um estabelecimento comercial no dia 11 de maio, quatro dias antes de ser encontrado morto.
Caê responde pelos crimes de furto e maus-tratos a animais com resultado morte. Pela legislação brasileira, maus-tratos contra cães e gatos podem resultar em pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais.
Em nota, a defesa informou que irá analisar integralmente o processo antes de adotar qualquer medida judicial. Os advogados também afirmaram que o caso deve ser avaliado considerando possíveis questões de saúde do investigado, que, segundo eles, pode necessitar de acompanhamento e tratamento adequado.
Comentário do JP Jornal O Popular
O caso é grave, chocante e exige resposta firme das autoridades. A morte de um animal em circunstâncias de tamanha violência não pode ser tratada como fato menor. A sociedade espera investigação rigorosa, cumprimento da lei e justiça.
O JP Jornal O Popular seguirá acompanhando o caso com responsabilidade, respeito ao processo legal e compromisso com a informação séria.
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