Alan Teixeira, Autor em JP Jornal O Popular - Página 1067 de 1565

Autor: Alan Teixeira

  • Vereador Evandro Galete solicita em caráter de urgência contratação horas máquinas

    Vereador Evandro Galete solicita em caráter de urgência contratação horas máquinas

    O vereador Evandro Galete conquistou para o município o importante programa do Governo do Estado “Patrulha Agrícola Mecanizada”, que disponibiliza aos pequenos produtores rurais acesso a equipamentos e serviços destinados à conservação do solo e à lavoura com fins de subsistência e comerciais.

    Porém, apresar dos esforços do vereador, a população rural ainda vem sofrendo muito. O vereador Evandro Galete, veio agora pedir à Prefeitura em caráter de urgência a contratação de horas máquinas para a manutenção das estradas rurais.

    Recentemente, as fortes chuvas que caíram em nosso munícipio provocaram grandes estragos nas estradas rurais, o que prejudica não só o escoamento agrícola como a vida do produtor rural.

    Marilia possui mais de 400 quilômetros de estradas não pavimentadas. O município não possui equipamentos suficientes para dar a manutenção à todas elas.

    Além disso a cidade conta com 7 distritos: Amadeu Amaral, Avencas, Dirceu, Fazenda do Estado, Lácio, Padre Nóbrega e Rosália, aonde residem 8900 famílias.

    A demanda para a manutenção das estradas rurais é imensa e impacta na vida de muitos munícipes.   

    “É preciso escoar a safra agrícola. Os pequenos produtores, da agricultura familiar, precisam levar seus produtos, produtores leite precisam levar seus produtos ao laticínio, transporte de animais, veículos da Saúde e Escolares, enfim uma grande demanda que impacta na vida das pessoas” disse o vereador Evandro Galete.

    Evandro Galete à mais de um mês vem pedindo nas sessões da Câmara Municipal, para que a Prefeitura de Marília e o prefeito Daniel Alonso agilizem as questões referentes à Patrulha Agrícola Mecanizada. Em novembro o vereador pediu, em caráter de urgência, que os tratores fossem cadastrados no “Cartão Prime”, que permite seu abastecimento.

    “Conseguimos os tratores, conseguimos os implementos e temos os funcionários que vão dar as manutenções, tombar, gradear, arar as terras, fazer o plantio, para que as terras sejam cultivadas. Então venho através deste requerimento pedir ao prefeito Municipal que agilize o decreto, 6912 de 1994, onde foi criada a Patrulha Mecanizada, mas que ele coloque taxas acessíveis ao pequeno produtor rural” disse o vereador Evandro Galete no começo do mês de novembro.

    Agora o vereador, que sempre luta pela população agrícola de Marília, vem pedir, em caráter de urgência, que a Prefeitura Municipal olhe pelo pequeno produtor rural, que vem sofrendo com as chuvas e realize a contratação de horas máquina para que sejam realizadas as manutenções necessárias nas estradas.

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  • PL pede à Justiça Eleitoral cassação do mandato do ex-juiz Moro

    PL pede à Justiça Eleitoral cassação do mandato do ex-juiz Moro

    O partido de Jair Bolsonaro, PL, pediu à Justiça Eleitoral do Paraná a cassação do mandato do ex-juiz, ex-ministro e senador eleito, Sergio Moro (União Brasil-PR), por suspeitas de irregularidades financeiras durante sua campanha eleitoral.

    O foi responsável por mover a ação foi diretório estadual do PL no Paraná, mas tem o aval do presidente nacional, Valdemar Costa Neto.

    A intenção do partido é a realização de novas eleições para o cargo e que o deputado federal Paulo Martins (PL), segundo lugar nas urnas, assuma o posto interinamente. O processo corre sob sigilo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná.

    A legenda pede na ação, para que supostas irregularidades em gastos e doações antecipadas por parte da campanha de Sérgio Moro sejam investigadas pela Justiça Eleitoral.

    O partido solicita ainda a quebra de sigilo das contas de Moro, de seu suplente, Luis Felipe Cunha, e de empresas (e sócios) que atuaram na campanha, além de pedir que sejam feitas buscas e apreensões em endereços ligados ao ex-ministro.

    A esperança do partido de Bolsonaro é conseguir retirar Moro do cargo, o que levaria à realização de uma nova eleição. A avaliação é que Paulo Martins seria favorito para vencer o novo pleito.

    Na disputa em 2 de outubro, o ex-juiz teve 1.953.188 votos, com 33,5% dos votos totais. Paulo Martins foi o 2º mais bem votado no Estado, com 1.697.962 votos (29,12%).

    Em seu perfil no Twitter, ao comentar o pedido de cassação do PL do Paraná, Moro disse que “nada teme” porque sabe da “lisura” de sua eleição. Afirmou que se impressiona “que há pessoas tão baixas”. “O que não conseguem nas urnas, tentam no tapetão”, escreveu.

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou julgamento sobre o pedido de impugnação da candidatura de Sergio Moro para o próximo dia 15. A decisão determinará se o ex-ministro assume ou não a cadeira no Senado pelo Paraná, cargo para o qual o ex-juiz e ex-ministro se elegeu na eleição deste ano.

    O registro de candidatura de Moro foi contestado pela Federação Brasil da Esperança no Estado, que inclui PT, PCdoB e PV, acusando-o de não ter cumprido o prazo  legal de filiação.

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  • Petrobras reduz preço do gás de cozinha em 9,8%

    Petrobras reduz preço do gás de cozinha em 9,8%

    A partir desta quinta-feira (8), o preço médio do gás de cozinha (GLP) da estatal para as distribuidoras passará de R$ 3,5837/kg para R$ 3,2337/kg, uma redução de 9,8%, de acordo com o anúncio da Petrobras.

    Com a queda, o preço médio cobrado pela Petrobras no botijão de 13 kg passa a valer R$ 42,04, refletindo redução média de R$ 4,55.

    “Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”, informou a companhia.

    É a quinta queda consecutiva. O último anúncio de mudança no preço havia sido em 16 de novembro, quando a Petrobras reduziu o preço do gás de cozinha de R$ 3,7842 para R$ 3,5842/kg, queda de 5,3%.

    Antes, no entanto, vinha em trajetória de alta: em março, o gás de cozinha vendido pela Petrobras havia sido reajustado em 16,1%. Em outubro do ano passado, a alta havia sido de 7,2%. E em julho do mesmo ano, de 6%.

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  • Alckmin diz que bloqueios e atos golpistas são “coisa de menino mimado”

    Alckmin diz que bloqueios e atos golpistas são “coisa de menino mimado”

    Um grupo de bolsonaristas inconformados com a derrota eleitoral bloqueou as pistas de acesso ao aeroporto internacional de Brasília, provocando um grande transtorno aos passageiros que chegavam e que saíam da capital federal na tarde desta quinta-feira (8).

    O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin classificou a atitude como criminosa e inadmissível. “Coisa de menino mimado”, afirmou Alckmin. Ele disse que a “democracia é a vontade do povo, que precisa ser respeitada”. “É como aquele garoto que perdia o jogo e levava a bola acabando com o campeonato”, acrescentou. “Eles têm que aceitar o resultado das urnas”, observou o vice de Lula.

    Alguns passageiros foram obrigados a descer dos carros e seguir a pé para chegar ao terminal aéreo para não perderem seus voos. A Polícia Militar do Distrito Federal foi acionada. Antes do final da tarde, ela informou que já havia ‘controlado a situação’.

    A Inframerica, empresa que administra o aeroporto de Brasília, disse que a Polícia Federal também foi chamada e que por volta das 16h30 a pista começou a ser liberada. Alguns desses golpistas, que estão tumultuando a vida do país, já estão sendo punidos, inclusive com prisão, como foi o caso do ruralista que convocou atiradores para a posse de Lula.

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  • PIX: novas regras começam a valer a partir de janeiro!

    PIX: novas regras começam a valer a partir de janeiro!

    O PIX, que veio para facilitar as transações financeiras dos brasileiros, terá suas regras mudadas a partir de janeiro de 2023.

    As novas regras do PIX estão focadas em 3 pontos de destaque. No geral, elas dizem respeito aos novos limites, estabelecimento de horário noturno e também a modalidade criada recentemente: o Saque PIX Troco.

    1. Novos limites

    A partir de 2023, os Bancos não estão mais obrigados a estabelecer um limite de valor para as transações feitas via PIX. Em contrapartida, devem determinar um limite por período específico de tempo.

    Diante disso, não haverá limite por parte das Instituições Financeiras do quanto poderá ser transferido em apenas uma aplicação. Caso o usuário tenha um limite diário de R$ 10 mil, por exemplo, ele poderá utilizar esses R$ 10 mil em uma única transação.

    Ademais, vale destacar que as regras para usuários alterarem os limites não mudam. Nesse sentido, o usuário que quiser aumentar o limite deverá informar à Instituição Financeira qual deve ser o novo valor e o mesmo poderá levar até 48 horas para ser reajustado.

    2. Horário noturno

    A definição de regras especiais para transferência das 20h e 6h, hoje em dia limitados em R$ 1 mil, agora serão eletivas.

    Em outras palavras, os bancos não vão precisar mais oferecer opção de definir regras especiais nestes horários. Todavia, grande parte das instituições Financeiras ainda devem optar por essa regra, tendo em vista que o principal viés dessa limitação está na segurança dos usuários.

    3. PIX Saque e PIX Troco

    Por fim, também houve uma alteração nos limites para retirada de dinheiro pela ferramenta. Diante disso, no PIX Saque PIX Troco, o limite para saque em espécie passa de R$ 500 para R$ 3 mil durante o dia e de R$ 100 para R$ 1 mil em períodos noturnos.

    Por fim, é importante destacar que estas novas regras começam a vigorar no início do ano que vem, exceto as mudanças feitas na gestão dos limites para os clientes através dos canais digitais. Estas passam a valer a partir de 3 de julho do ano que vem.

    As mudanças vieram a público nesta quinta, 1º de dezembro. Dentre outras coisas, as novas regras Banco Central sobre limites de transações efetuadas através do PIX, solução de pagamentos instantâneos vieram para simplificar as regras e aprimorar a experiência.  O PIX surgiu há 2 anos e deste então vem passando por mudanças para melhorar ainda mais o serviço.

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  • PRF prende homem com meia tonelada de maconha em veículo furtado

    PRF prende homem com meia tonelada de maconha em veículo furtado

    Na manhã desta quinta-feira (8), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem que transportava cerca de meia tonelada de maconha em um veículo furtado.

    De acordo com a PRF, o caso ocorreu durante uma abordagem a uma caminhonete na Rodovia Transbrasiliana (SP-153), em Ourinhos, por volta das 8h.

    O veículo havia sido furtado em 18 de novembro em Arapongas (PR) e viajava com placas falsas de Taubaté (SP).

    A maconha estava embalada em tabletes e escondida na caçamba do veículo, que vinha do interior do Paraná.

    O motorista disse aos policiais que viajava para o interior de São Paulo, e que recebeu R$ 5 mil pelo transporte da droga.

    A pesagem ainda não foi realizada, mas informações iniciais da PRF indicam que os tabletes possuem cerca de 500 kg da droga.

    O motorista foi preso e levado à delegacia de Ourinhos. Ele deve responder pelos crimes de tráfico de drogas e receptação.

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  • Polícia captura procurado nesta quarta-feira

    Polícia captura procurado nesta quarta-feira

    Nesta quarta-feira (7) a equipe de Força Tática da Polícia Militar, em patrulhamento pela zona Sul de Marília capturou um homem que era procurado pela polícia pelo crime de tráfico de drogas.

    Na rua Anelda Volta Brasini, a equipe policial visualizou o homem, e já era de conhecimento da polícia que havia um mandado de prisão em desfavor do indivíduo, com pena de cinco anos e dez meses em regime fechado.

    O homem foi abordado pelos policiais que realizaram busca pessoa, onde nada de ilícito foi encontrado.

    Ele foi conduzido à CPJ (Central de Polícia Judiciária) onde o delegado de plantão tomou ciência e elaborou o Boletim de Ocorrência de Captura de Procurado, ficando o indivíduo à disposição da Justiça.

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  • Petrobrás reduz preço de combustíveis, enquanto refinaria privatizada sobe preço

    Petrobrás reduz preço de combustíveis, enquanto refinaria privatizada sobe preço

    Nesta quarta-feira (7), a Petrobrás anunciou a redução nos preços da gasolina de R$ 3,28 para R$ 3,08 o litro, equivalente a 6,1%, e do diesel, de R$ 4,89 para R$ 4,49, redução de 8,2% no litro.

    A companhia anunciou também a redução de 9,8% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o conhecido gás de cozinha, a partir de quinta-feira (8) nas refinarias, com o valor médio de venda para as distribuidoras a R$ 3,23 por quilo. Com a redução, o botijão de 13 kg passaria a valer R$ 42,04.

    Essa redução nos preços nas refinarias da estatal vem após aumentos nos combustíveis registrados durante as últimas semanas nos postos de combustíveis, que subiram em média, puxados pela refinaria Mataripe na Bahia, antiga RLAM da Petrobrás, privatizada pelo governo Bolsonaro, que pratica preços acima da estatal.

    Após seis semanas consecutivas de alta, o preço da gasolina nos postos brasileiros encerrou o mês de novembro a R$ 5,03 por litro, contra R$ 5,04 da semana anterior. Já o do diesel foi vendido a R$ 6,55 por litro, de acordo com a ANP.

    Outro levantamento relevante, feito pelo índice de Preços Ticket Log (IPTL) da Edenred Brasil, com base nos abastecimentos realizados em 21 mil postos, aponta que o preço médio do litro do diesel comum subiu 0,8% nos postos há poucos dias do fechamento do mês passado, fechando a R$ 7,02 o litro. Se comparado a média de novembro do ano de 2021, que era de R$ 5,61, a alta chega a 25%. Com o diesel S-10 as variações de alta seguiram a mesma tendência, comercializado a R$ 7,11, ante os R$ 7,06 de outubro.

    “Com exceção da Região Sudeste, os postos voltaram a registrar alta em quase todo o território nacional. Quando analisamos a primeira quinzena de novembro já identificamos esse comportamento de avanço nos preços, que se confirma no fechamento do mês, tendo no Sergipe a maior variação que foi de 3,38% para o tipo comum, e no Ceará de 2,64% para o S-10”, destacou Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

    Esses aumentos nos preços dos combustíveis se deram sem que a  Petrobrás realizasse reajustes nos preços em suas refinarias. Os últimos aumentos foram realizados em meados de setembro. Ocorre que, com a retomado do avanço nos preços do barril de petróleo no mercado internacional a partir do final de outubro, os importadores de combustíveis e a refinaria de Mataripe controlada pela Acelen, do fundo árabe Mubadala, elevaram os preços dos derivados de petróleo no Brasil.

    A refinaria da Petrobrás Landulpho Alves (RLAM), renomeada de Mataripe, responsável por cerca de 14% da capacidade de refino do Brasil, atende principalmente os estados da Bahia e Sergipe, além de outros estados da região Norte e Nordeste. Com a privatização, o governo Bolsonaro não apenas entregou o monopólio do refino para o fundo árabe Mubadala, mas também a capacidade de regular os mercados regionais.

    De acordo com um levantamento feito pelo Observatório Social do Petróleo e pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), “em média, ao longo do ano, a Acelen cobrou 7,7% a mais pela gasolina do que a Petrobrás. A situação é a mesma para o diesel. Em apenas 17 dias do ano, a Acelen vendeu diesel abaixo do preço da Petrobrás. Na média, a Acelen vendeu o diesel a 7,4% mais caro do que a Petrobras”, diz o documento que considera dados da estatal  e da Acelen até junho deste ano.

    Já a recém privatizada Reman, a Refinaria Isaac Sabbá em Manaus, no Amazonas, não esperou nem um dia para aumentar o preço do gás de cozinha, penalizando os consumidores da região Norte do país.

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  • Alta taxa de juros é principal motivo de preocupação dos empresários

    Alta taxa de juros é principal motivo de preocupação dos empresários

    O setor industrial brasileiro, tem como maior preocupação a elevada taxa de juros. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em sua Nota Econômica 25 divulgada na semana passada, os empresários do setor industrial nunca estiveram tão preocupados com os juros como estão agora.

    A taxa básica de juros do país saiu de 2% ao ano para 13,25% sob o comando de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes na Economia. Para o setor industrial, a política econômica de aperto fiscal e monetário é ruim por diversos fatores. Primeiro, trava os investimentos à medida que encarece o crédito. Segundo, reprimem a demanda por bens industriais. Com a indústria em frangalhos, a situação é ainda mais preocupante.

    O resultado da aceleração da taxa de juros foi um golpe na indústria, que já enfrentava a falta de insumos, os preços dolarizados, a inflação acelerada e um mercado asfixiado pelo arrocho na renda e o desemprego.

    Sob efeitos dos juros altos, no terceiro trimestre o PIB a indústria de transformação parou (+0,1%) e a produção industrial seguiu estagnada em outubro.

    De acordo com a CNI, entre os principais problemas observados pelo setor, os juros foram mencionados por 24,2% dos entrevistados. Juros altos ocupavam a 13ª posição no ranking de principais entraves para a indústria de transformação há um ano – agora, subiu para quarto lugar.

    “Dos 24 setores da indústria de transformação avaliados, 13 afirmam que o problema de taxas de juros elevadas está entre os cinco principais desafios”, aponta a nota da CNI. Entre eles, está a indústria de Biocombustíveis, que precisa de investimentos para se desenvolver: mais da metade das empresas do setor considera esse o principal problema. No setor Produtos de material plástico, os juros aparecem em primeiro lugar, com 36,8% dos industriais entrevistados preocupados.

    A taxa de juros também se destaca como problema importante nos setores de alimentos; calçados e partes; celulose e papel; madeira; máquinas e equipamentos; máquinas e materiais elétricos; metalurgia; produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal; produtos de metal; vestuário e acessórios; e têxteis. 

    Outras preocupações mencionadas no levantamento foram a falta ou o alto custo de matéria-prima, apontada por 39,4%. Em segundo e terceiro lugar estão: elevada carga tributária (34,2%) e demanda insuficiente (24,3%). Além disso, a falta de mão de obra qualificada também aparece na pesquisa como uma preocupação crescente: 16,5% dos empresários. 

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  • Rombo na educação deixa 200 mil pesquisadores e 14 mil médicos residentes sem pagamento

    Rombo na educação deixa 200 mil pesquisadores e 14 mil médicos residentes sem pagamento

    Com o bloqueio orçamentário feito por Bolsonaro na última semana, que praticamente zerou o caixa do MEC, o Ministério da Educação afirmou não ter recursos para pagar, neste mês de dezembro, os 14 mil médicos residentes de hospitais federais e outros cerca de 100 mil bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

    De acordo com o coordenador do grupo de educação de transição, Henrique Paim, o próprio ministro se mostrou preocupado com a situação. “A maior preocupação é o não ter como pagar os serviços já executados para o MEC, para as universidades, para o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira”, disse Paim.

    Hoje, 14 mil médicos residentes que atuam em hospitais universitários federais. O trabalho desses médicos custa R$ 65 milhões. Na Capes, são 100 mil bolsistas em mestrado, doutorado e pós-doutorado no Brasil e no exterior e outros 60 mil em bolsas de formação de professores. As bolsas são concedidas como incentivo a pesquisas em diferentes áreas.

    Um decreto do governo Bolsonaro, em 30 de novembro, bloqueou R$ 1,36 bilhão do Ministério da Educação, deixando 411,6 milhões em caixa. Ao longo do ano, foram R$ 2,368 bilhões acumulados em congelamentos. Dias antes, entidades da educação anunciaram que havia sido feito um bloqueio de R$ 366 milhões do orçamento das universidades e institutos federais. Esse congelamento chegou a ser desbloqueado, mas voltou a sofrer congelamento e ficou indisponível novamente, antes que a verba pudesse ser usada para qualquer pagamento.

    Em um dos decretos de bloqueio, o governo diz que não há mais “limite de pagamentos das despesas discricionárias” e que “não será possível” ao Ministério “efetuar novas liberações de recursos para as despesas discricionárias durante o mês de dezembro”.

    Paim informou que há preocupação com outros contratos como os dos livros didáticos. Ele contou que o Ministério da Educação não tem neste momento um limite orçamentário para empenhar recursos e pagar os materiais para serem entregues até fevereiro nas escolas.

    A situação preocupa a equipe de transição, também, para o Orçamento de 2023. Paim ainda afirmou que fará conversas com equipes do Ministério da Economia para que as medidas entrem em discussão orçamentária. “Tudo isso pode eventualmente gerar problema para quem assumir o Ministério da Educação, estamos muito preocupados com os primeiros 90 dias”, afirmou.

    Em nota, a CAPES aponta que o não pagamento das bolsas se deve ao bloqueio das receitas pelo Ministério da Economia, dirigido por Paulo Guedes.

    “A CAPES foi surpreendida com a edição do Decreto n° 11.269, de 30 de novembro de 2022, que zerou por completo a autorização para desembolsos financeiros durante o mês de dezembro (Anexo II), impondo idêntica restrição a praticamente todos os Ministérios e entidades federais”.

    Segundo o órgão, a restrição “retirou da CAPES a capacidade de desembolso de todo e qualquer valor – ainda que previamente empenhado – o que a impedirá de honrar os compromissos por ela assumidos, desde a manutenção administrativa da entidade até o pagamento das mais de 200 mil bolsas, cujo depósito deveria ocorrer até amanhã, dia 7 de dezembro”.

    A União Nacional dos Estaudantes (UNE) organizou um tuitaço nesta terça-feira, 6, para alertar a sociedade brasileira dos desmandos do governo Bolsonaro na Educação e os cortes das bolsas.

    “Imagine que você pesquisa, trabalha, produz e gera riqueza, mas seu chefe é um irresponsável que raspou o caixa e quebrou a empresa, dando calote em todo mundo. Errado, né? É o que Bolsonaro quer fazer com os bolsistas da Capes”, afirmou a UNE.

    “Os cortes sucessivos ao longo dos anos, causam um nível de sucateamento e prejuízo para o ensino que não pode ser calculado. É preciso garantir que a universidade pública continue viva”, pontuou a entidade.

    A UNE ainda destacou que “Bolsonaro quebrou o Brasil para tentar se reeleger. Agora quer se vingar pela derrota roubando os bolsistas da Capes e residentes. Essa conta não é nossa!”.

    “A bolsa de estudos é a principal política de incentivo à ciência no Brasil. Os valores, que são a única remuneração recebida pelos pesquisadores, estão desfasados há 10 anos. Mesmo assim, o governo quer dar calote nos bolsistas. É revoltante!”, ressaltou a UNE.

    O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) protocolou um requerimento exigindo providencias para impedir o calote nas bolsas da CAPES e residentes. Ele publicou em suas redes sociais o requerimento na íntegra. Confira abaixo:

    “Acabo de protocolar Requerimento de Informações exigindo providências do Ministério da Educação para impedir o calote em mais de 100 mil bolsistas da CAPES e residentes neste fim de ano. Estamos juntos na luta”, disse Orlando Silva.

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