Tribunal do Júri está marcado para as 9h30, no Fórum de Marília; crime ocorreu em 2021, no bairro Fragata, após desentendimento dentro de imóvel desabitado.
Dois homens acusados de envolvimento no assassinato de Wellington Rodrigo Neris, de 37 anos, que vivia em situação de rua, serão julgados nesta quarta-feira (14), a partir das 9h30, pelo Tribunal do Júri de Marília. O crime ocorreu em maio de 2021, no bairro Fragata, e foi marcado pela violência das agressões e pela posterior ocultação do corpo da vítima.
Os réus são Henrique Antônio Ruiz, conhecido como “Bauru”, e Rodrigo Perico. Ambos foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio qualificado, por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
Segundo a investigação, o crime ocorreu em uma residência desabitada na rua Professor Francisco Morato, onde pessoas em situação de rua costumavam se reunir.
Conforme a apuração policial, Ruiz teria chamado outras pessoas para ir ao imóvel, onde pretendiam fazer higiene pessoal e consumir bebidas alcoólicas. No local, o grupo encontrou Wellington e houve um desentendimento.
De acordo com o delegado Luís Marcelo Perpétuo Sampaio, responsável pelas informações da investigação, o conflito evoluiu para agressões físicas. A vítima teria recebido um chute e, posteriormente, sido atingida por pisões na cabeça até perder a consciência. Ainda segundo a investigação, Ruiz teria utilizado uma faca para desferir um golpe no tórax de Wellington.
A Polícia Civil apontou também que, dias após o crime, Rodrigo Perico retornou ao imóvel e teria arrastado o corpo até o porão da residência. O cadáver foi encontrado em 21 de maio de 2021, pela proprietária do imóvel.
O julgamento deverá examinar as provas reunidas durante a investigação e a responsabilidade individual de cada acusado. Em caso de condenação, as penas, consideradas as acusações, poderão ultrapassar 30 anos de prisão, conforme a dosimetria estabelecida pela Justiça.
Os réus têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência até decisão judicial condenatória.
Comentário do JP Jornal O Popular
O julgamento, quase cinco anos e meio após o crime, chama a atenção para a violência enfrentada por pessoas em situação de rua e para a importância da responsabilização judicial, com respeito ao devido processo legal. Independentemente da condição social, toda vida merece dignidade, proteção e justiça.
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