“Saúde mental exige acolhimento e comunicação responsável”, destaca Paloma Libanio em mobilização de valorização da vida em Marília

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Secretaria Municipal da Saúde reúne profissionais da imprensa e das mídias sociais para fortalecer ações de prevenção, ampliar informação segura e divulgar a rede de atendimento disponível à população

A Secretaria Municipal da Saúde de Marília, comandada pela médica Paloma Libanio, reuniu profissionais dos veículos de comunicação e das mídias sociais do município para reforçar uma mensagem considerada essencial: falar sobre saúde mental exige responsabilidade, acolhimento e, principalmente, informação sobre onde buscar ajuda.

O encontro apresentou recomendações técnicas para a cobertura jornalística do tema e pediu o apoio da imprensa na divulgação das ações de prevenção e valorização da vida desenvolvidas no município.

“Queremos agradecer a presença de todos e pedir o apoio na divulgação das nossas ações. Sabemos que a ajuda dos profissionais da imprensa é imprescindível para promover uma comunicação ética e responsável junto à população”, afirmou Paloma Libanio.

A secretária também destacou que uma das prioridades da pasta será ampliar a cobertura da rede municipal de apoio à saúde mental.

“Entre os desafios que temos para os próximos meses está melhorar os índices de cobertura da nossa rede de apoio à saúde mental. Vamos trabalhar para que isso aconteça o mais rápido possível”, ressaltou Paloma.

Comunicação também pode ajudar a salvar vidas

Durante a reunião, a enfermeira responsável pelo Núcleo de Saúde Mental, Fabiana Regina da Rosa Santos, explicou que estudos científicos mostram que a maneira como situações envolvendo suicídio e sofrimento emocional são divulgadas pode produzir impactos diferentes sobre pessoas em situação de vulnerabilidade.

A orientação, segundo ela, não é deixar de falar sobre o assunto, mas promover uma cobertura criteriosa, responsável e humanizada.

Também foi destacado o chamado efeito Papageno, associado a conteúdos que apresentam histórias de recuperação, esperança, tratamento e superação de crises. Esse tipo de abordagem pode estimular pessoas vulneráveis a procurar ajuda.

A enfermeira responsável pela Atenção Especializada, Juliana Carvalho Bortoletto Gomes, reforçou que a rede municipal está preparada para realizar acolhimento e escuta qualificada.

“As nossas unidades de saúde estão de portas abertas para o acolhimento das pessoas em situação de vulnerabilidade. Divulgar os serviços de ajuda também é uma parte relevante dessa estratégia”, afirmou.

Marília mantém ampla rede de atendimento

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Marília conta com mais de 60 UBSs e USFs, além dos Centros de Atenção Psicossocial, serviços de urgência e emergência, SAMU e atendimento hospitalar.

O município também possui apoio do Comitê Municipal de Valorização à Vida (CMVV) e do Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, durante 24 horas por dia.

Entre os serviços especializados estão:

CAPS II COM-VIVER – Herculano Vasques
Rua Marquês de São Vicente, 322 – Maria Izabel
Telefones: (14) 3451-4028 / (14) 3434-2037
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

CAPSi CATAVENTO – Infantojuvenil
Rua Tupã, 446 – Salgado Filho
Telefone: (14) 3451-1660
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

CAPS AD – Álcool e Drogas
Avenida Santo Antônio, 1.669
Telefone: (14) 3434-2549
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

Em situações de risco imediato à vida ou emergência, a orientação é procurar uma unidade de pronto atendimento ou acionar o SAMU pelo telefone 192.

A UPA Norte, no Parque das Nações, e a UPA Sul, na Vila Hípica, funcionam 24 horas por dia.

A rede de Atenção Primária também oferece atendimento pelas UBSs e USFs, com unidades que permanecem abertas até as 22h, como a UBS Nova Marília, UBS Chico Mendes, UBS Castelo Branco e USF Jardim Maracá.

JP JORNAL O POPULAR

A iniciativa conduzida pela secretária Paloma Libanio coloca em evidência uma questão que precisa ser tratada como política pública permanente. Saúde mental não termina em uma campanha: passa por acesso ao atendimento, profissionais preparados, acolhimento e informação responsável. Ao aproximar a imprensa da rede de saúde, Marília fortalece uma corrente fundamental para fazer com que a orientação correta chegue justamente a quem mais precisa.

Informação responsável também é uma forma de cuidado.

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