MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA MARIDO QUE DEU SOCOS E CABEÇADAS NA ESPOSA EM FRENTE À UM PRÉDIO NA CAPITAL

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Nesta semana, o Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça o homem que aparece em vídeos xingando e agredindo a esposa numa calçada em frente a um prédio no Ipiranga, zona sul da Capital.

As imagens, gravadas em 14 de novembro, passaram a circular nas redes sociais. Vê-se Vladimir Leoratti Júnior, de 43 anos, ofender e dar socos e cabeçadas no rosto de Erica Leoratti, de 44 anos até derrubá-la.

Erica tinha ido ao prédio para jantar com amigas que moram no local, e saiu para atender o marido. Ele também teria amassado e chutado seu carro.

Após analisar as imagens, a Promotoria acusou Vladimir por ameaça e pela nova lei de lesão corporal contra mulher, por ter batido em Erica.

O Ministério Público também pediu para que seja mantida a medida protética já concedida anteriormente a Erica pela justiça, assim o agressor não pode ficar a menos de 100 metros da vítima.

A medida também vetou qualquer tentativa dele de se comunicar com a esposa por qualquer meio. E não permitiu que ele vá à residência onde o casal morava nem no hospital em que ela trabalha.

Ainda foi pedida a prisão preventiva do agressor, mas o Ministério Público entendeu que ela não é necessária, tendo em vista que o marido se comprometeu a cumprir a medida protetiva. Porém, caso ele descumpra a ordem judicial, a Promotoria de Enfretamento à Violência Doméstica da Capital pedirá à Justiça que Vladimir seja preso.

Vladimir teria batido na esposa após beber e desconfiar que ela o traia.

“Ele falou que nesse dia específico ingeriu álcool. Que passou a situação de que ela o estava traindo e, diante de algumas agressões verbais por parte dela, falou que perdeu o controle de si e teve aquela atitude. É uma atitude lamentável. Eu tive acesso ao vídeo”, disse Wagner advogado do acusado.

Erica gostaria que o marido fosse preso por ofendê-la e agredi-la. Ela falou que o marido estava bêbado, teve crise de ciúmes e desconfiou falsamente que ela o traía. A mulher ainda pensou que fosse ser morta quando ele a agrediu.

“Ele poderia ter me matado, me desfigurado, como acontece com muitas outras mulheres”, disse Erica. “Eu achei que eu fosse morrer naquele momento.”

Nas imagens vê-se que Vladimir só para de bater em Erica quando outro homem se aproxima e se identifica como policial. Vladimir então entra no carro e vai embora, porém volta minutos depois e começa a xingá-la e chutar seu carro.

Nesse momento é possível ver nas filmagens a chegada de policiais militares que estavam numa viatura. Eles tinham sido chamados por moradores do prédio. Quando eles se aproximam do agressor, ele para com as ofensas. Depois, Vladimir, Erica e testemunhas foram levados pela Polícia Militar (PM) para a delegacia.

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