Polícia Civil indicia quatro homens suspeitos de explorar e divulgar vídeos íntimos de pessoas com deficiência em Duartina

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Investigação aponta que adolescente de 17 anos e jovem de 19 foram pressionados a praticar atos íntimos em locais públicos; gravações circularam nas redes sociais.

A Polícia Civil de Duartina, no interior de São Paulo, concluiu nesta quinta-feira (22) o inquérito que investigou a gravação e divulgação de vídeos íntimos envolvendo duas pessoas com deficiência intelectual. Quatro homens foram indiciados por suspeita de participação nos episódios, ocorridos em junho deste ano.

Segundo a investigação, as vítimas são um adolescente de 17 anos e um jovem de 19 anos, que teriam sido induzidos e pressionados pelos investigados a praticar atos íntimos em locais públicos. As situações foram filmadas e os registros posteriormente compartilhados na internet.

O primeiro episódio aconteceu em um lava-car de Duartina. Conforme a Polícia Civil, um dos suspeitos pressionou o adolescente a retirar as roupas e praticar atos íntimos, enquanto outros três homens acompanhavam a situação. A ação foi gravada e o vídeo divulgado nas redes sociais.

Em uma segunda ocorrência, o jovem de 19 anos foi abordado em uma via pública por dois dos investigados que também teriam participado do primeiro episódio. De acordo com a apuração policial, a dupla induziu a vítima a praticar atos íntimos diante de uma câmera, e as imagens também foram distribuídas pela internet.

Com a conclusão do inquérito, os quatro investigados foram indiciados. Até a última atualização das informações divulgadas, nenhum deles havia sido preso.

O caso chama atenção pela vulnerabilidade das vítimas e pela utilização das redes sociais para disseminar registros de situações que, segundo a investigação, ocorreram mediante pressão e constrangimento.

Comentário do JP Jornal O Popular

A investigação evidencia a gravidade da exposição e da possível exploração de pessoas com deficiência intelectual. A proteção da dignidade, da intimidade e dos direitos das vítimas deve ser prioridade. A responsabilização dos envolvidos, respeitado o devido processo legal, é fundamental para combater práticas dessa natureza.

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