Por JP Jornal O Popular — Marília e Região
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, encontrada no dia 16 de janeiro de 2026 ao lado de uma piscina em uma área de lazer em Lins (SP), e indiciou a amiga da vítima, Grazielli de Barros Silva, de 40 anos, por homicídio qualificado e fraude processual.
Inicialmente tratada como possível acidente por choque elétrico, a hipótese foi descartada após laudo do Instituto Médico Legal (IML), que apontou afogamento como causa da morte. O exame necroscópico identificou a presença de líquido em toda a via respiratória e no sistema digestivo, indicando que a vítima estava viva no momento em que foi submersa.
De acordo com a Polícia Civil, não foram encontrados sinais de eletrocussão no corpo, o que contraria a versão apresentada pela investigada, que afirmou que Beatriz teria sofrido descarga elétrica ao tentar acionar a cascata da piscina.
Durante as investigações, os policiais identificaram contradições nos depoimentos e inconsistências na dinâmica apresentada. A posição do corpo, encontrada fora da piscina, e a distância em relação aos equipamentos elétricos não condizem com a versão inicial. Há ainda indícios de que o corpo tenha sido retirado da água e colocado no local para simular acidente, o que motivou a acusação de fraude processual.
Imagens de câmeras de segurança confirmaram que apenas três pessoas estiveram no imóvel no dia do ocorrido. Um homem que também esteve no local saiu antes da morte e foi ouvido, sendo descartado como suspeito.
A Justiça converteu a prisão temporária de Grazielli em prisão preventiva, e ela permanece detida na penitenciária de Pirajuí (SP), à disposição da Justiça.
A defesa da acusada informou que ainda não havia sido formalmente notificada até a última atualização e sustenta que a prisão foi precipitada. O advogado questiona a condução da investigação, aponta supostas falhas no laudo pericial e afirma não haver provas suficientes de autoria. Também destaca que a acusada é primária, possui residência fixa e não teria interferido nas investigações.
O caso segue agora para análise do Poder Judiciário.
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️ Comentário do JP Jornal O Popular
A conclusão do laudo pericial foi determinante para a mudança no rumo da investigação. O caso agora entra na fase judicial, onde as provas técnicas e os elementos reunidos pela polícia serão fundamentais para o esclarecimento definitivo dos fatos. O JP Jornal O Popular seguirá acompanhando o desenrolar com responsabilidade e compromisso com a informação precisa.


