“Sem a participação da população, o mosquito avança”: Prefeitura inicia o primeiro LIRAa do ano em toda Marília

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A Prefeitura de Marília inicia nesta segunda-feira (12 de janeiro) o primeiro LIRAa – Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti de 2026, abrangendo todas as regiões da cidade. A ação mobiliza 130 agentes de saúde, que irão percorrer 535 quarteirões ao longo das próximas duas semanas. O resultado está previsto para ser divulgado até o final do mês.

O trabalho marca o início das ações estratégicas de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em um período de maior incidência de chuvas, o levantamento será fundamental para orientar as decisões técnicas da Secretaria Municipal da Saúde.

Mapeamento essencial para prevenir surtos

O LIRAa funciona como um diagnóstico preciso. Ele identifica onde estão os focos do Aedes aegypti e aponta quais recipientes se transformam em criadouros com maior frequência. É, portanto, uma ferramenta determinante na definição das ações de controle vetorial.

A secretária municipal da Saúde, Dra. Paloma Libanio, reforça a importância da participação da população.

“Os objetivos do levantamento são identificar rapidamente a infestação do Aedes aegypti, localizar os recipientes que servem de criadouro e orientar as ações de combate. O LIRAa permite direcionar esforços para as áreas de maior risco. Por isso, é essencial que a população permita a entrada dos agentes nos imóveis selecionados”, afirma.

Como ensina um conhecido ditado, “prevenir é sempre melhor do que remediar”, e o levantamento reforça exatamente essa premissa.

Chuva exige redobrar cuidados

A supervisora da Divisão de Zoonoses, Talita Rodrigues, também faz alerta direto aos moradores.

“Neste período de chuvas, qualquer pequeno recipiente pode se transformar em criadouro. É fundamental que os moradores observem seus quintais e eliminem tudo que possa acumular água”, destaca.

A orientação é simples, mas decisiva. E outro ditado reforça o espírito da ação: “um pequeno descuido pode se transformar em um grande problema”. Para o Aedes, basta um pingo.

Indicadores que definem o risco

O levantamento calcula o Índice de Infestação Predial (IIP), que classifica o risco de surtos de dengue, zika e chikungunya:

  • Menor que 1% – situação satisfatória (baixo risco)
  • De 1% a 3,9% – situação de alerta
  • A partir de 4% – risco elevado de surto

Os indicadores permitem que a Prefeitura direcione equipes, intensifique ações e atue com rapidez nas áreas de maior vulnerabilidade.

A prevenção depende de toda a cidade

Embora o trabalho técnico seja amplo, a participação da população é indispensável. A colaboração no acesso aos imóveis e a atenção diária para eliminar criadouros fazem diferença direta nos resultados. Em saúde pública, “cada um faz a sua parte para que todos estejam protegidos”.

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Comentário JP Jornal O Popular

O início do LIRAa reforça a importância da prevenção como principal estratégia contra o avanço da dengue e outras arboviroses. Mapear riscos é um trabalho técnico indispensável, mas a colaboração dos moradores continua sendo o fator decisivo. Uma cidade mobilizada reduz índices, cria ambiente mais seguro e evita cenários críticos.

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