“Violência na escola choca Pernambuco: ‘Minha filha pediu socorro e ninguém ouviu’, desabafa mãe de Alícia”
Uma tragédia que escancara a ferida da violência dentro das escolas. Alícia Valentina Lima dos Santos Silva, de apenas 11 anos, morreu na noite do último domingo (7) após ser brutalmente espancada por colegas dentro do banheiro da Escola Municipal Tia Zita, em Belém do São Francisco, no Sertão de Pernambuco, a 500 km do Recife.
Segundo a família, o ataque aconteceu na quarta-feira (1). Desde então, Alícia foi levada três vezes ao hospital, apresentando sangramentos pelo nariz e ouvido — mas, em todas as ocasiões, foi liberada. Só quando começou a vomitar sangue o caso foi tratado como grave. A menina foi transferida às pressas para o Hospital Regional de Salgueiro e, depois, para o Hospital da Restauração, no Recife, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
A dor e o silêncio
“Minha filha pediu socorro e ninguém ouviu”, disse, em prantos, a mãe de Alícia, ao relatar que a escola não prestou o apoio necessário no dia da agressão.
Enquanto isso, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso. As imagens das câmeras de segurança da escola já estão sendo analisadas. Em nota, a corporação afirmou que novas informações só serão divulgadas após a conclusão das investigações.
Prefeitura se manifesta
A Prefeitura de Belém do São Francisco divulgou um comunicado lamentando profundamente a morte da estudante e manifestou solidariedade à família. No entanto, pais e moradores cobram medidas urgentes de segurança dentro das unidades escolares.
Indignação e cobrança
O caso levantou uma discussão nacional sobre segurança nas escolas e a omissão de protocolos para lidar com situações de violência entre estudantes. “É inadmissível que uma criança precise pedir socorro mais de uma vez e ninguém faça nada”, comentou uma moradora revoltada.
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