A política brasileira entrou em ebulição novamente após uma declaração polêmica vinda de Washington. O subsecretário da Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, afirmou nesta segunda-feira (8) que o governo do presidente Donald Trump “continuará tomando medidas” contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A fala ocorre um dia após as manifestações de 7 de setembro e na mesma semana em que será retomado o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus, acusados de tentativa de golpe de Estado.
“Ontem marcou o 203º Dia da Independência do Brasil. Foi um lembrete do nosso compromisso de estar ao lado do povo brasileiro que busca preservar os valores de liberdade e justiça. Em relação ao ministro Alexandre de Moraes e aos indivíduos cujos abusos de autoridade têm minado essas liberdades fundamentais — continuaremos a tomar as medidas apropriadas”, disse Beattie.
Manifestações na Avenida Paulista
No último domingo (7), a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de protestos massivos. Entre os cartazes, gritos e bandeiras, o destaque foi para a presença de bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, carregadas por manifestantes que pediam:
- Anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro
- Impeachment do ministro Alexandre de Moraes
- Apoio internacional contra decisões do STF
O tom das manifestações refletiu um clima de confronto direto entre os apoiadores de Bolsonaro e as instituições democráticas.
Pedido de investigação pela PF
A situação ganhou novos contornos nesta segunda-feira (8), quando os deputados Pedro Campos (PSB) e Lindbergh Farias (PT) protocolaram um requerimento pedindo que a Polícia Federal investigue possível participação ou apoio logístico internacional no ato.
O pedido levanta suspeitas sobre o uso da bandeira norte-americana, que, segundo os parlamentares, pode ter sido a mesma exibida dias antes durante um evento da NFL na Neo Química Arena, em São Paulo.
Além disso, os deputados destacam que a Constituição e a Lei dos Partidos Políticos proíbem qualquer financiamento externo a movimentos políticos ou partidos brasileiros, o que pode configurar crime eleitoral e de soberania.
Um jogo de forças que só cresce
A declaração de Beattie aumenta a pressão sobre a relação entre os EUA e o Brasil, especialmente em um momento de forte polarização política. A eventual interferência estrangeira no cenário interno pode desencadear novas crises institucionais.
Enquanto isso, no Brasil, o STF mantém uma postura firme, reforçando que “ninguém está acima da lei”, enquanto setores bolsonaristas intensificam a retórica de “perseguição” e mobilização popular.
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