Marília (SP) vive um alerta vermelho na saúde: os casos de meningite subiram 40% nos primeiros nove meses de 2024 em relação ao mesmo período de 2023. Foram registrados 31 casos neste ano, em comparação com 22 no ano passado, e as fatalidades também aumentaram, de uma para duas mortes. Esse aumento acende o sinal de alerta nas autoridades, especialmente porque estamos em tempos de outono e inverno, quando as meningites bacterianas dão as caras com mais frequência, enquanto as virais costumam aparecer nas estações mais quentes.
A meningite é uma inflamação nas meninges – as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal – e, mesmo com prevenção disponível, pode ser transmitida de pessoa para pessoa, através de gotículas e secreções respiratórias, além do contato com alimentos ou água contaminados. Não se brinca com essa doença, pois um simples descuido pode colocar a vida em risco. “Mais vale prevenir que remediar” nunca foi tão verdade.
Para a população, a melhor maneira de evitar surpresas é a vacina, que está no calendário nacional e protege contra vários tipos de meningite. Entre as opções, estão a Meningocócica C e ACWY, Pneumocócica 10-Valente e a Pentavalente, fundamentais na proteção contra as cepas bacterianas mais graves. A vacina não só protege quem a recebe, mas também ajuda a barrar a transmissão na comunidade.
Por isso, o recado das autoridades é claro: a prevenção é a chave para manter a saúde coletiva em Marília e evitar que essa ameaça se alastre ainda mais. Como bem diz o JP Jornal O Popular, “num tempo onde a saúde vacila, a prevenção é o nosso maior trunfo”.


