Empresário da construção civil é acusado de agredir namorada após ela descobrir indícios de supostos encontros dele com profissionais do sexo em Marília

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Vítima procurou o JP Jornal O Popular, apresentou boletim de ocorrência e relatou agressões físicas, ameaças e danos a pertences pessoais. Caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher.

Um empresário do ramo da construção civil de Marília, identificado como Rafael Martinezzi Santos, foi denunciado pela namorada por supostas agressões físicas e ameaças após uma discussão motivada pela descoberta de possíveis encontros com profissionais do sexo. O episódio teria ocorrido na noite de quinta-feira (22), em um imóvel no Jardim Alvorada, e foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) na sexta-feira (23).

A vítima, Bárbara Ramanoski, procurou o JP Jornal O Popular para denunciar o episódio e apresentar o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil. Segundo o documento, ela mantinha um relacionamento com o empresário havia aproximadamente um ano e um mês.

Descoberta no celular teria provocado discussão e agressões

Conforme o boletim de ocorrência, o casal havia combinado de sair para jantar. Diante da demora do namorado em dar notícias, Bárbara decidiu ir até a residência dele, onde encontrou amigos reunidos em uma confraternização.

Ao manusear o celular desbloqueado do companheiro, a mulher afirmou ter encontrado registros de programas com profissionais do sexo, além de mensagens que, segundo ela, indicavam a utilização desses serviços.

A descoberta teria provocado uma discussão que, de acordo com a denúncia, terminou em violência física.

Bárbara denunciou que o empresário a teria jogado no chão, desferido golpes contra sua cabeça e costas e puxado seus cabelos, além de fazer ameaças. A vítima afirmou ter sofrido dores pelo corpo e hematomas em decorrência das supostas agressões.

Ainda segundo o registro policial, a mulher conseguiu se desvencilhar e deixar a residência. Ela relatou que o empresário teria arremessado seus pertences na via pública, causando danos a objetos pessoais.

Após o episódio, Bárbara afirmou ter decidido bloquear o empresário em seus meios de comunicação, interrompendo o contato com o companheiro.

Vítima apresentou imagens dos ferimentos e solicitou medidas protetivas

Após o episódio, Bárbara procurou a Delegacia de Defesa da Mulher e apresentou imagens das lesões, anexadas ao boletim de ocorrência.

Ela recebeu encaminhamento para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e solicitou medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.

O caso foi registrado como lesão corporal e violência doméstica e encaminhado para apreciação da autoridade policial.

O empresário poderá apresentar sua versão sobre as acusações.

COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR

Denúncias de violência contra a mulher não podem ser tratadas com indiferença. A gravidade dos fatos relatados exige investigação rigorosa, proteção à possível vítima e atuação responsável das autoridades. Independentemente da condição econômica ou profissional dos envolvidos, episódios dessa natureza precisam ser esclarecidos, com respeito à legislação e aos direitos de todos.

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