Comerciante conhecido como “Calango” é investigado por envolvimento na morte de Guilherme Henrique Romero, de 30 anos; vítima teria sido torturada e assassinada após suspeita de furto.
A Polícia Militar prendeu, no início da noite desta sexta-feira (16), o comerciante Leandro Clemente Gattaz, de 41 anos, conhecido como “Calango”, investigado como suposto mandante do assassinato de Guilherme Henrique Romero, de 30 anos, em Marília.
A prisão foi realizada por uma equipe da Força Tática, na Vila Jardim, zona oeste da cidade. Segundo as informações policiais, o suspeito tentou fugir ao perceber a aproximação da viatura, mas acabou detido.
O mandado de prisão havia sido expedido na tarde de sexta-feira pelo juiz Fabiano da Silva Moreno, no âmbito das investigações sobre o homicídio.
Suspeita de furto teria motivado o crime
De acordo com a apuração da Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o assassinato teria sido motivado por um suposto furto cometido pela vítima em um estabelecimento comercial pertencente a Calango.
Guilherme desapareceu em 21 de julho, após sair de sua residência no Jardim Monte Castelo, na zona sul de Marília.
Segundo a investigação, o homem teria sido levado de um local frequentado por usuários de drogas, submetido a tortura e posteriormente assassinado. O corpo foi ocultado em uma área de mata fechada, às margens da rodovia BR-153.
O cadáver foi localizado após o avanço das investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Cerca de um mês depois do crime, policiais cumpriram mandados de prisão, e investigados indicaram o local onde o corpo havia sido deixado.
Investigação envolve outros suspeitos
Além de Leandro Clemente Gattaz, a investigação aponta o envolvimento de outros suspeitos.
Também foram decretadas prisões preventivas de Daniel Henrique Luiz, Jhulian Rodrigo da Silva Reis e Vitor Alves Neves.
As prisões temporárias de Wellington Kauann de Oliveira, Tiago Malaquias de Souza Filho, Ruan Gabriel Fagundes de Oliveira e Alan D’Ávila foram convertidas em preventivas.
A Polícia Civil trabalha para esclarecer a participação individual dos investigados na execução do crime. As responsabilidades penais ainda dependem da conclusão do processo judicial.
COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR
A prisão representa um avanço importante na investigação de um crime de extrema gravidade que terminou com a morte de um homem de apenas 30 anos. O trabalho das forças de segurança é fundamental para esclarecer os fatos, identificar responsabilidades e garantir que o caso tenha uma resposta da Justiça, com respeito ao devido processo legal.
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