CASO DA JOVEM MORTA EM PISCINA EM LINS: APÓS NOVE MESES PRESA, MULHER INDICIADA POR HOMICÍDIO TEM LIBERDADE AUTORIZADA PELA JUSTIÇA

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Grazielli de Barros Silva, investigada pela morte de Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, poderá responder ao processo fora da prisão, com tornozeleira eletrônica. Caso ganhou repercussão após perícia contrariar versão apresentada pela amiga da vítima.

O caso da morte de Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, encontrada sem vida ao lado de uma piscina em Lins (SP), voltou a ganhar destaque após a informação de que a Justiça autorizou a liberdade de Grazielli de Barros Silva, de 40 anos, indiciada por homicídio. A decisão prevê o uso de tornozeleira eletrônica e o cumprimento de medidas judiciais.

A nova situação ocorre após aproximadamente nove meses de prisão, segundo as informações divulgadas sobre a decisão. A liberdade, no entanto, não representa absolvição, e o processo criminal continua em andamento. A decisão recente ainda depende de confirmação documental independente.

RELEMBRE O CASO QUE REPERCUTIU NA REGIÃO

Beatriz foi encontrada morta em 16 de janeiro de 2026, ao lado da piscina de uma residência alugada em Lins. Inicialmente, Grazielli afirmou que a amiga teria sofrido uma descarga elétrica.

Entretanto, exames necroscópicos apontaram afogamento como causa da morte, contrariando a versão apresentada. A divergência passou a ser um dos principais elementos da investigação conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins.

Segundo o delegado Lucas Piovesan, dois fatores foram determinantes para o indiciamento: a contradição entre o depoimento da investigada e os laudos periciais e o fato de ela ter permanecido sozinha com Beatriz após a saída de um terceiro participante do encontro.

A polícia também analisou mensagens enviadas pelo celular de Beatriz depois que o homem deixou a residência, indicando que a jovem ainda estava viva naquele momento.

Grazielli foi presa em 27 de janeiro. Em 25 de março, a Polícia Civil concluiu o inquérito e a indiciou por homicídio. A prisão temporária foi posteriormente convertida em preventiva. A investigada negou envolvimento na morte e sustentou a versão de que Beatriz teria sofrido um choque elétrico.

LIBERDADE COM MONITORAMENTO ELETRÔNICO

Com a nova autorização judicial informada, Grazielli poderá aguardar o andamento do processo fora do sistema prisional, desde que cumpra as medidas estabelecidas pela Justiça.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre eventuais restrições de circulação ou outras condições específicas.

O caso permanece sob apreciação judicial. O indiciamento e a concessão de liberdade não equivalem a uma condenação ou absolvição, e a responsabilidade criminal dependerá da decisão da Justiça.

COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR

A morte de Beatriz, aos 26 anos, é um caso grave que exige esclarecimento e uma resposta da Justiça. A liberdade concedida à investigada não encerra a discussão sobre as circunstâncias da morte. É fundamental que o processo avance com rigor, transparência e respeito aos direitos de todos os envolvidos, especialmente à memória da vítima e à sua família.

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