Pai que matou filho por não dar ‘bom dia’ fez irmãos assistirem agressões

Brasil Cidade Região Últimas Notícias

PAI QUE MATOU FILHO DE 3 ANOS OBRIGAVA IRMÃOS A ASSISTIREM ÀS AGRESSÕES, APONTA POLÍCIA

A investigação sobre a morte de Oliver Golden Grayson, de três anos, revelou que os irmãos da criança eram obrigados a assistir às agressões praticadas dentro de casa. Segundo a Polícia Civil, o menino teria sido espancado pelo pai, Dandre Jermaine Grayson, após não dar “bom dia”.

De acordo com a delegada Luana Medeiros, o filho mais velho do casal, de nove anos, presenciou as agressões sofridas por Oliver no dia do crime. As apurações indicam que, enquanto uma das crianças era agredida, as demais eram forçadas a acompanhar a violência. Caso demonstrassem tristeza ou tentassem impedir as agressões, também eram castigadas.

Ainda segundo a investigação, os filhos eram orientados a mentir sobre os ferimentos e dizer que haviam caído ou se machucado durante brincadeiras. A polícia apura que a violência contra as crianças ocorria havia pelo menos oito anos.

O pai teria confessado que atingiu Oliver com socos e golpes que fizeram a cabeça do menino bater contra o chão. A criança morreu na quarta-feira, dia 8.

Após o crime, os outros quatro irmãos foram encaminhados para acolhimento institucional. Durante os atendimentos, profissionais identificaram marcas de agressão. As crianças também passarão por perícia psicológica.

A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, permanece presa preventivamente por suspeita de omissão. A Polícia Civil sustenta que ela não impediu as agressões, embora tivesse o dever legal de proteger os filhos.

A defesa afirma que Mayanna também era vítima de violência doméstica física, emocional e espiritual e informou que ela colaborará com as investigações.

A família havia morado em Palmitos, no Oeste de Santa Catarina, em 2025, quando vizinhos denunciaram suspeitas de agressão contra uma das crianças.

Na época, o Conselho Tutelar, a Polícia Militar e o Ministério Público realizaram uma inspeção na residência, mas não encontraram marcas aparentes de violência. As crianças foram afastadas dos pais por aproximadamente três meses.

Durante o período, avaliações psicológicas e sociais concluíram que não havia elementos suficientes para confirmar os maus-tratos. Relatórios também apontaram vínculo afetivo entre os filhos e os pais, o que permitiu o retorno das crianças ao convívio familiar.

Com a morte de Oliver e os relatos apresentados pelos irmãos, a polícia tenta agora reconstruir a rotina de violência dentro da residência e esclarecer a responsabilidade de cada investigado.

COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR

O caso expõe uma tragédia que não pode ser tratada como assunto particular. Violência contra criança é crime, e qualquer suspeita precisa ser comunicada às autoridades. O silêncio, muitas vezes, protege o agressor e coloca vidas inocentes em risco.

Participe do canal do JP JORNAL O POPULAR – Marília e Região no WhatsApp: (14) 99797-3003.

JP Jornal O Popular – A voz que informa, a força que conecta.

Compartilhar esta notícia agora: