Vítima havia se separado do suspeito há cerca de um mês. Crime ocorreu dentro de uma residência e foi presenciado pelos filhos do casal, segundo a Polícia Civil.
Uma mulher de 29 anos foi morta a golpes de faca na noite de sábado (11), no Conjunto Habitacional Dona Norma Gibaldi, em Itumbiara, no sul de Goiás. Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 36 anos, que foi preso em flagrante.
A vítima foi identificada como Gine Kelly Valadão de Castro. O homem deverá responder por feminicídio e passar por audiência de custódia.
De acordo com as investigações, o casal havia mantido um relacionamento por aproximadamente nove anos, entre separações e reconciliações. Os dois estavam separados havia cerca de um mês.
DISCUSSÃO TERMINOU EM MORTE
Em depoimento, o suspeito apresentou sua versão e afirmou que a ex-companheira teria deixado os filhos sob os cuidados dele durante o dia, comprometendo-se a retornar no final da tarde. Ela, porém, teria chegado somente à noite.
Ainda conforme o relato prestado à polícia, a demora teria provocado uma discussão. Durante o desentendimento, o homem teria pegado uma faca na cozinha e atacado Gine Kelly.
Os filhos do casal estavam dentro da casa e presenciaram o crime, uma cena que deverá deixar marcas profundas. Quando a violência entra pela porta, toda a família acaba atingida.
RELACIONAMENTO TINHA HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA
O delegado Felipe Salla informou que já havia um registro anterior de violência doméstica envolvendo o casal. Cerca de quatro anos atrás, Gine Kelly chegou a receber medidas protetivas contra o ex-companheiro.
As determinações judiciais deixaram de vigorar depois que os dois retomaram o relacionamento.
O caso segue sob investigação do Grupo de Investigação de Homicídios de Itumbiara, que trabalha para esclarecer as circunstâncias e reunir todas as provas relacionadas ao feminicídio.
COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR
Nenhuma discussão, ciúme, término de relacionamento ou desentendimento pode servir de justificativa para tirar uma vida. Mulher não é propriedade de ninguém.
O histórico de violência doméstica mostra que os sinais de perigo precisam ser levados a sério. Como diz o velho ditado, onde há fumaça, pode haver fogo — e, em casos de violência contra a mulher, ignorar os primeiros sinais pode terminar em tragédia.
Denunciar pode salvar uma vida. Em situações de violência ou ameaça, procure a polícia ou ligue para a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180.
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