Por JP Jornal O Popular – Marília e Região
Como diz o ditado, “quem pode, pode; quem não pode, bate palma”. E nesta quinta-feira (5), o ex-presidente Jair Bolsonaro mostrou que pode – pelo menos financeiramente – ao admitir que transferiu R$ 2 milhões para a conta do filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente morando nos Estados Unidos.
O depósito milionário foi feito, segundo Bolsonaro, no dia 13 de maio, e teve como justificativa o alto custo de vida no exterior e a necessidade de manter o filho e os netinhos em conforto. “Lá fora tudo é mais caro. Eu tenho dois netos, um de quatro e outro de um ano de idade. Ele está lá fora e eu não quero que ele passe por dificuldades”, declarou o ex-presidente à Polícia Federal.
O dinheiro, segundo o próprio Bolsonaro, veio das doações feitas por apoiadores, que somam a bagatela de R$ 17 milhões. Para quem dizia viver de auxílio-moradia, a vaquinha parece ter dado bom. “Botei o dinheiro na conta dele”, resumiu sem rodeios.
O depoimento durou cerca de duas horas e ocorreu dentro do inquérito que investiga a suposta atuação internacional de Eduardo Bolsonaro – que teria tentado pressionar o governo americano a tomar medidas contra o Judiciário brasileiro, incluindo o ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro bateu na tecla da defesa da liberdade de expressão e voltou a dizer que não há qualquer lobby: “São fatos que atentam contra os direitos humanos”. E ainda arrematou que o filho está lá “em nome da democracia no Brasil”. Se é verdade ou não, aí já é outro samba.
O ex-presidente prestou o depoimento como testemunha e não teve nenhuma medida cautelar aplicada. Seu advogado, Paulo Bueno, classificou a investigação da PF como “equivocada” e afirmou que não há base jurídica para as acusações de coação, obstrução ou abolição do Estado de Direito. Segundo ele, “isso é mais perseguição do que justiça”.
E a Zambelli, hein?
Indagado sobre Carla Zambelli – que está com o nome na lista vermelha da Interpol e fora do país após condenação no STF –, Bolsonaro foi direto e debochado:
“Não tenho nada a ver com a Carla Zambelli. Não botei dinheiro no PIX dela”, disparou.
E o golpe?
Bolsonaro também comentou sobre o julgamento da tentativa de golpe de Estado, no qual ele é réu junto com outros sete. Para ele, será uma ótima oportunidade:
“Estou muito feliz que teremos a oportunidade de esclarecer o que aconteceu naquele momento.”
📲 COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR:
Diz o povo que “filho de peixe, peixinho é” — mas nesse caso, o peixe veio com pix gordo. Enquanto o brasileiro se vira nos 30 pra pagar o arroz e o aluguel, tem gente que banca vida de luxo lá fora com vaquinha daqui. Resta saber se é só mesada ou se a grana financia algo mais. E como a história brasileira já ensinou: quando o pai se mete demais na vida do filho político, é bom a Justiça ficar de olho. Porque onde há fumaça… pode ter boi na linha.
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