FÉFIN CONTRA A PAREDE: Vídeo de companheira sendo sufocada provoca revolta em Marília e Câmara abre processo que pode cassar vereador

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Com 16 votos favoráveis e nenhum contrário, Legislativo decide investigar parlamentar por possível quebra de decoro. Mulheres lotaram as galerias exigindo cassação, enquanto Féfin não compareceu à sessão.

O que começou com um vídeo divulgado nas redes sociais se transformou em uma das mais graves crises envolvendo um vereador de Marília. Júnior Féfin (União Brasil) está oficialmente sob investigação da Câmara Municipal e corre o risco de perder o mandato.

Nesta segunda-feira (26), os vereadores aprovaram, por unanimidade, a abertura de uma Comissão Processante para apurar a conduta do parlamentar após a divulgação de imagens nas quais ele aparece imobilizando a companheira no chão, com as pernas pressionando a região do pescoço dela.

Na gravação, feita pelo próprio Féfin, a mulher reclama de dores, afirma estar sendo sufocada e pede para ser solta.

O VÍDEO GANHOU REPERCUSSÃO. AS MULHERES FORAM À CÂMARA. FÉFIN NÃO APARECEU.

O contraste marcou a sessão: enquanto manifestantes ocupavam as galerias do Legislativo com cartazes exigindo a cassação, o vereador não compareceu à votação que colocou seu mandato sob investigação.

Entre as mensagens exibidas estavam “me solta, estou sendo sufocada”, “assim começa o feminicídio” e “cassação do vereador Féfin já”.

A denúncia foi apresentada por representantes de entidades de enfrentamento à violência contra a mulher, que questionam a compatibilidade da conduta registrada nas imagens com o decoro exigido de um parlamentar.

ATÉ O SUPLENTE VOTOU PELA INVESTIGAÇÃO

Fernandão do Guincho apoia abertura de processo que pode cassar vereador em Marília

Impedido de participar da votação sobre a própria denúncia, Féfin foi substituído temporariamente por Fernandão do Guincho, que também votou favoravelmente à abertura do processo.

O placar terminou em 16 votos a zero, sem manifestação contrária à investigação.

DUAS VEREADORAS VÃO INVESTIGAR O CASO

A Comissão Processante será formada por Professora Daniela Alves, Fabiana de Cassia e Mauro Cruz.

O grupo terá até 90 dias, contados da notificação do vereador, para conduzir a apuração e concluir o procedimento, que poderá terminar com o julgamento da perda do mandato.

A eventual cassação exigirá pelo menos 11 votos favoráveis dos 17 integrantes da Câmara. O parlamentar terá direito de apresentar sua defesa durante o processo.

A votação não cassou Féfin. Mas colocou oficialmente seu mandato em discussão.

O caso deixa de ser apenas uma controvérsia nas redes sociais e passa a exigir uma resposta institucional baseada na análise dos fatos e das provas.

COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR

A imagem de uma mulher pedindo para ser solta enquanto é imobilizada por um representante eleito exige esclarecimentos rigorosos.

A Câmara abriu a investigação por unanimidade. Agora terá de conduzir o processo com transparência, respeitando a legislação e sem permitir que a gravidade da denúncia seja reduzida a uma disputa política.

A sociedade espera conhecer os fatos e as conclusões oficiais. O direito de defesa deve ser preservado, mas a cobrança por responsabilidade também é legítima.

A pergunta que fica é: diante das imagens divulgadas, qual será a conclusão dos vereadores sobre a conduta de Féfin e o decoro parlamentar?

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