CAMPANHA DE CAPITÃO AUGUSTO E DANI ALONSO ABOCANHA MAIS DE R$ 4 MILHÕES DE DINHEIRO PÚBLICO

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Enquanto o eleitor paga a conta, campanhas recebem grandes volumes de recursos públicos

Windbanners, adesivos e panfletos com conquistas mentirosas: a campanha eleitoral de 2026 dos candidatos Dani Alonso (deputada estadual) e Capitão Augusto (deputado federal) ganha volume milionário com o fundo partidário (dinheiro público).

Para ambos, foram destinados quase R$ 4 milhões. As prestações de contas mostram que as campanhas de Capitão Augusto (PL) e Dani Alonso (PL) receberam valores expressivos provenientes de recursos públicos destinados ao financiamento eleitoral.

Capitão Augusto declarou cerca de R$ 1,48 milhão em receitas, sendo aproximadamente R$ 1,45 milhão repassados pela Direção Nacional do PL. Entre os principais gastos aparecem publicidade impressa, mobilização de rua e impulsionamento de conteúdo.

Dani Alonso declarou R$ 1,02 milhão em receitas, dos quais R$ 1 milhão veio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Desse montante, R$ 950 mil foram repassados pela Direção Nacional do PL em uma única transferência, segundo os dados disponíveis.

DINHEIRO PÚBLICO, CAMPANHA PARTICULAR

É justamente aí que está o ponto central do debate.

O dinheiro utilizado para financiar o sistema eleitoral tem origem pública, ou seja, dinheiro que pertence à sociedade.

Enquanto o cidadão enfrenta impostos, inflação, dificuldades para pagar contas e cobra serviços públicos de qualidade, milhões de reais são destinados à campanha do casal.

No fim das contas, a eleição pode ser disputada pelos candidatos, mas uma parcela importante da conta é paga pela sociedade.

E, quando o dinheiro é público, transparência não é favor. É obrigação.

COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR

O JP Jornal O Popular entende que fiscalizar dinheiro público não significa condenar antecipadamente nenhuma candidatura. Fundo Eleitoral é previsto em lei e utilizado por partidos de diferentes correntes políticas. Mas exatamente por se tratar de recurso que sai dos cofres públicos, o eleitor tem o direito de saber quanto entrou, de onde veio e onde cada centavo foi aplicado.

Campanha eleitoral pertence aos candidatos. A transparência sobre dinheiro público pertence à sociedade.

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