MARÍLIA E OURINHOS: DANI ALONSO E CAPITÃO AUGUSTO SÃO QUESTIONADOS SOBRE “PATERNIDADE” DE OBRAS EM MATERIAL DE CAMPANHA

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A sete dias das eleições, materiais que atribuem investimentos e realizações aos parlamentares levantam uma pergunta simples: qual foi, de fato, a participação de cada um e onde estão os documentos que comprovam a autoria das conquistas?

A sete dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, a disputa pelo voto entra em sua reta final — e também aumenta a cobrança para que candidatos expliquem com clareza aquilo que apresentam como resultado de seus mandatos.

Em Ourinhos, o jornal Ourinhos Notícias publicou, no dia 23 de setembro, uma reportagem dura contra o deputado federal Capitão Augusto e a deputada estadual Dani Alonso. A publicação questiona a tentativa de associar a imagem dos parlamentares a obras realizadas no município e cobra resultados relacionados, entre outros pontos, à BR-153 e a acessos viários prometidos ao longo dos últimos anos. As críticas e conclusões são de responsabilidade daquele veículo.

Agora, questionamentos semelhantes chegam a Marília.

O JP Jornal O Popular recebeu de um eleitor, cuja identidade será preservada, imagens e informações sobre material de campanha distribuído na cidade atribuindo a Dani Alonso e Capitão Augusto uma série de investimentos e realizações.

E aqui começa a pergunta que precisa ser respondida com documentos, não apenas com propaganda:

quais dessas obras foram realmente executadas com recursos de emendas dos parlamentares e quais são investimentos do Governo do Estado, da Prefeitura ou resultado de articulações envolvendo outros agentes públicos?

AME: INVESTIMENTO DE R$ 106 MILHÕES É DO GOVERNO DO ESTADO

Um dos exemplos é o novo AME de Marília.

Registros oficiais da Prefeitura mostram que a construção é de responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo, com investimento previsto de R$ 106 milhões, enquanto o município doou a área para implantação do equipamento. A Prefeitura registra ainda que, em janeiro de 2025, o prefeito Vinicius Camarinha esteve no Palácio dos Bandeirantes com o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, para formalizar a parceria.

Diante disso, cabe uma pergunta objetiva:

se o AME aparece como conquista parlamentar, qual foi exatamente a participação de Dani Alonso e Capitão Augusto no financiamento da obra? Houve emenda? Qual o número, o valor e o documento correspondente?

Política pública não pode virar jogo de “quem chegou primeiro na fotografia”.

RODEIO: APOIO POLÍTICO EXISTIU, MAS QUEM PAGOU E ORGANIZOU O EVENTO?

Outro ponto citado nas divulgações é a retomada do rodeio em Marília.

Há registros de atuação política de Dani Alonso e Capitão Augusto em defesa de rodeios e provas equestres, inclusive por meio de iniciativas legislativas relacionadas ao setor. Portanto, seria incorreto afirmar que os parlamentares nunca atuaram no tema.

Mas o Marília Rodeo Music e o Agro Food Show realizados em setembro foram divulgados oficialmente pela Prefeitura de Marília como eventos realizados pelo município em conjunto com a organização responsável, com participação direta da administração municipal na preparação, segurança, trânsito e estrutura.

A questão, novamente, é documental:

houve dinheiro de emenda de Dani Alonso ou Capitão Augusto para a realização desse evento específico? Quanto? Onde está registrado? “(OUTRA MENTIRA?)”

Apoiar politicamente uma atividade é uma coisa. Financiar, executar ou viabilizar diretamente um evento é outra.

PONTES, ASFALTO, CICLOVIAS E MARGINAIS: QUEM FEZ O QUÊ?

Material político também pode citar pontes, pavimentações, ciclovias e outras obras estruturais como conquistas.

É justamente aí que o eleitor deve exigir precisão.

Não basta colocar uma fotografia, um valor milionário e a palavra “conquista”. É necessário apresentar a origem do dinheiro, o órgão responsável, eventual número de emenda e o ato administrativo que demonstre a participação direta do parlamentar.

Há, sim, registros oficiais de emendas de Dani Alonso destinadas a instituições de Marília. Em documento da Assembleia Legislativa referente a 2026, por exemplo, consta emenda de R$ 50 mil para a Associação Cultural e Esportiva Nikkey de Marília.

Portanto, a discussão não deve cair no exagero de dizer que “nunca houve recurso”.

O que precisa ser esclarecido é outra coisa:

as grandes obras apresentadas ao eleitor como conquistas dos deputados foram realmente financiadas ou viabilizadas diretamente pelos mandatos deles?

Se foram, basta apresentar os documentos.

OURINHOS JÁ FEZ A MESMA COBRANÇA

A discussão ganha peso porque não surgiu apenas em Marília.

Em Ourinhos, o Ourinhos Notícias já havia levantado questionamentos semelhantes poucos dias antes, acusando os parlamentares de tentar vincular suas imagens a realizações municipais.

O ex-prefeito Guilherme Gonçalves, também mencionado na publicação daquele jornal, teve o mandato cassado pela Câmara Municipal neste mês; decisões judiciais posteriores negaram, até aquele momento, pedido liminar para suspender os efeitos da cassação.

Mas a questão desta reportagem não é escolher lado político.

É cobrar transparência.

A uma semana da eleição, o eleitor tem direito de saber:

Qual obra foi paga com emenda?
Qual recurso saiu efetivamente do mandato?
Qual obra pertence ao orçamento estadual?
Qual foi executada pela Prefeitura?
E qual participação foi apenas articulação política ou apoio institucional?

Quem reivindica a paternidade de uma conquista pública precisa mostrar a certidão.

O JP Jornal O Popular deixa espaço aberto para Dani Alonso e Capitão Augusto apresentarem documentos, números de emendas, convênios, valores e demais informações que comprovem a participação de seus mandatos nas obras e ações mencionadas em seus materiais de campanha.

COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR

Em eleição, propaganda pode ter fotografia bonita, números grandes e frases de impacto. Mas dinheiro público deixa rastro.

O eleitor não precisa de briga política; precisa de informação.

Se a obra é conquista do mandato, mostre a emenda, o valor e o documento. Se foi investimento do Governo do Estado, diga que foi do Estado. Se foi trabalho da Prefeitura, reconheça o município.

No fim das contas, como diz o velho ditado: cada um deve levar o crédito pelo que realmente fez.

A sete dias das urnas, transparência não é favor. É obrigação.

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