JP Jornal O Popular: BR-153 vira símbolo de cobrança alta e serviço contestado; Triunfo entra no radar do Governo
A BR-153, conhecida por muitos motoristas como “Rodovia da Morte”, voltou ao centro das atenções após uma declaração do vice-presidente Geraldo Alckmin, que afirmou que o Governo Federal avalia uma nova licitação da concessão atualmente administrada pela Triunfo Transbrasiliana.
A fala foi feita durante entrevista coletiva em Olímpia, no interior paulista. Segundo Alckmin, tanto a ANTT quanto o Ministério dos Transportes não estariam satisfeitos com os serviços prestados pela concessionária.
De acordo com o vice-presidente, a proposta em análise é relicitar a rodovia e incluir mais investimentos em duplicação, segurança, viadutos, sinalização e obras estruturais. O trecho entre Icém e Marília foi citado como um dos pontos que precisam de atenção, principalmente por problemas de infraestrutura, buracos e falhas de sinalização.
A declaração aumenta a pressão sobre a Triunfo Transbrasiliana, empresa que administra a rodovia e cobra pedágio em um trecho considerado estratégico para o transporte no interior paulista. Para quem usa a BR-153 diariamente, a cobrança é antiga: se o pedágio pesa no bolso, a segurança precisa aparecer na pista.
A situação da rodovia também já foi parar na Justiça. O Ministério Público Federal apontou indícios de abandono em parte da BR-153 e pediu melhorias urgentes. A concessionária também acumula centenas de autuações aplicadas pela ANTT, somando valores bilionários em multas por problemas relacionados à qualidade do serviço.
Apesar de obras de duplicação terem sido anunciadas, com investimento previsto de R$ 550 milhões, motoristas ainda cobram resultados mais visíveis e rápidos. A população quer menos promessa e mais ação, porque em rodovia perigosa não existe segunda chance.
Comentário do JP Jornal O Popular
A BR-153 não pode continuar sendo sinônimo de medo para quem precisa viajar, trabalhar ou escoar produção. Pedágio caro exige estrada segura, bem sinalizada e com manutenção de verdade. Se a empresa arrecada, a empresa precisa entregar. E se não entrega, cabe ao poder público fiscalizar, cobrar e tomar providências. Na estrada, o descaso não cobra em boleto: cobra em vidas.
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