Uma decisão da Justiça de Ourinhos (SP) jogou luz sobre um caso revoltante de exploração de imagem e quebra de confiança. Um fotógrafo foi condenado a pagar R$ 20 mil por danos morais após vender fotos e vídeos íntimos de uma modelo de Ipaussu sem autorização.
Segundo o processo, a jovem aceitou participar de um ensaio gratuito para divulgação profissional. O que ela não imaginava é que suas imagens acabariam em um grupo privado pago, com mais de mil assinantes desembolsando cerca de R$ 77 por mês para acessar o conteúdo.
A Justiça foi dura. Na sentença, o juiz destacou que houve ganho financeiro ilegal em cima da intimidade da vítima e classificou o caso como grave violação da privacidade e da dignidade humana. Além da indenização, o fotógrafo foi obrigado a remover todo o material da internet.
O caso também foi enquadrado na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), reforçando que imagem, nome e intimidade não são mercadoria.
Como diz o velho ditado: “quem brinca com a confiança dos outros, acaba acertando as contas com a Justiça.”
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Comentário do JP JORNAL O POPULAR:
O caso escancara um problema cada vez mais perigoso na era digital: pessoas transformando intimidade alheia em fonte de lucro. A condenação manda um recado direto — consentimento não se negocia e privacidade não está à venda.


