Enfermeira e marido são presos em Marília com remédio proibido no Brasil avaliado em R$ 42 mil

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“Medicamento ilegal não é tratamento: é risco à saúde”, aponta investigação policial

A Polícia Civil de Marília, em ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, prendeu em flagrante uma enfermeira e o marido por posse de medicamento proibido no Brasil, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O caso acende um alerta sobre o avanço do mercado ilegal de medicamentos e os riscos diretos à saúde pública.

O casal foi abordado durante patrulhamento no bairro Jardim Morumbi, zona urbana de Marília. No veículo estavam a enfermeira, o marido e o pai dela. Durante a averiguação, os policiais localizaram 14 frascos de medicamento à base de tirzepatida, substância utilizada no tratamento de obesidade e diabetes, porém sem autorização para comercialização no país.

Segundo a investigação, o produto apreendido é avaliado em aproximadamente R$ 42 mil no mercado clandestino. A polícia apura a suspeita de que a enfermeira estaria envolvida na comercialização irregular das doses, prática considerada crime por representar risco grave à saúde dos usuários.

Durante a abordagem, o casal confirmou que transportava o medicamento em mochilas, mas alegou ser apenas usuário do produto, negando a venda. Mesmo assim, diante da ilegalidade da substância e da quantidade encontrada, os dois receberam voz de prisão em flagrante.

O material foi apreendido e encaminhado para perícia. O casal foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, onde permanece preso, à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.

Alerta das autoridades

A Polícia Civil reforça que medicamentos sem registro na Anvisa não passam por testes de segurança, eficácia e controle de qualidade, podendo causar efeitos adversos graves, inclusive risco de morte. A comercialização e o transporte desses produtos configuram crime contra a saúde pública.

Especialistas alertam que a crescente procura por soluções rápidas para emagrecimento tem impulsionado o mercado ilegal, colocando consumidores em situação de vulnerabilidade. Como diz o ditado popular, quando a promessa é fácil demais, o prejuízo costuma ser certo.


Comentário do JP Jornal O Popular

O JP Jornal O Popular destaca que o combate ao comércio ilegal de medicamentos é uma questão de saúde pública e responsabilidade coletiva. A informação correta, a fiscalização rigorosa e o jornalismo sério são ferramentas essenciais para proteger a população. Saúde não pode ser tratada como mercadoria clandestina, nem promessa milagrosa deve substituir a ciência e a lei.

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