FINGIU SER ENTREGADOR PARA SE APROXIMAR DA EX, MAS ACABOU PRESO: MULHER ACIONOU BOTÃO DO PÂNICO

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Homem de 29 anos desrespeitou ordem judicial que protegia a ex-companheira e a filha de apenas 3 anos. Ação rápida da Guarda Civil Municipal terminou em prisão em flagrante.

Por Alan Teixeira – Diretor do JP Jornal O Popular

Uma tentativa de aproximação disfarçada de entrega de compras pela internet terminou em prisão em flagrante em Botucatu, no interior paulista. Um homem de 29 anos foi detido após descumprir uma medida protetiva de urgência que o impedia de se aproximar da ex-companheira e também resguardava a filha do casal, de apenas 3 anos.

Segundo o registro policial, o episódio ocorreu em 31 de outubro. O suspeito foi até a residência da mulher fingindo ser funcionário de uma empresa de entregas. Ao chegar ao endereço, passou a tocar a campainha repetidamente e a dirigir ofensas à ex-companheira.

A estratégia para se aproximar da vítima, apesar da determinação da Justiça, não impediu uma resposta imediata.

Ao perceber a presença do ex-companheiro e identificar o descumprimento da medida protetiva, a mulher acionou o botão de emergência disponível no aplicativo SOS Maria da Penha, ferramenta destinada a facilitar o pedido de socorro de vítimas de violência doméstica.

O alerta mobilizou uma equipe especializada da Guarda Civil Municipal (GCM), que se deslocou até o imóvel. Quando os agentes chegaram, encontraram o homem ainda em frente ao portão da residência.

O suspeito foi abordado e conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a prisão em flagrante por descumprimento de medida protetiva de urgência foi formalizada. Ele permaneceu à disposição da Justiça.

O episódio evidencia a importância dos mecanismos de proteção às mulheres e da atuação integrada entre os serviços de segurança pública. Também reforça que uma medida protetiva é uma determinação judicial obrigatória, cujo descumprimento constitui crime.

COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR

A violência doméstica exige respostas rápidas e medidas de proteção efetivas. O caso de Botucatu demonstra como o acesso a ferramentas de emergência pode contribuir para impedir a continuidade de uma situação de risco. Uma ordem judicial precisa ser respeitada, e a segurança das vítimas deve permanecer como prioridade absoluta.

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