Mulher de 41 anos foi ameaçada de morte durante discussão no bairro Maracá II, na zona norte; suspeito admitiu ter golpeado a parede com a ferramenta, mas negou as ameaças.
Um pedreiro de 41 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar após ser acusado de ameaçar de morte a própria companheira, também de 41 anos, no bairro Maracá II, na zona norte de Marília. Segundo o relato da vítima, o homem utilizou uma machadinha durante a discussão e afirmou que iria “picotá-la inteira”.
A Polícia Militar foi acionada na segunda-feira (12) para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegar à residência, a equipe encontrou o portão aberto e o suspeito consumindo bebida alcoólica, com o aparelho de som em volume elevado.
De acordo com o registro policial, o homem apresentava sinais de embriaguez, comportamento agressivo e dificuldade para dialogar com os agentes.
AMEAÇAS E MOMENTOS DE TENSÃO
A vítima, que trabalha como operadora de máquinas, relatou que o companheiro começou a ofendê-la após consumir bebidas alcoólicas. Durante a discussão, ele teria ido até os fundos do imóvel, retornado com uma machadinha e passado a ameaçá-la de morte enquanto golpeava a parede.
Assustada, a mulher recebeu ajuda de uma amiga que presenciou a situação e acionou a Polícia Militar pelo telefone 190.
Em sua versão aos policiais, o pedreiro negou ter ameaçado a companheira. Ele reconheceu, porém, que utilizou a machadinha para atingir a parede, alegando que pretendia apenas “descontar a raiva”.
A ferramenta foi localizada nos fundos da residência, indicada pela vítima como o instrumento utilizado durante as ameaças, e apreendida pelos policiais.
O suspeito foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, onde foi autuado em flagrante por ameaça no contexto de violência doméstica e permaneceu preso.
COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR
A violência doméstica exige atenção permanente das autoridades e da sociedade. Ameaças de morte, especialmente quando envolvem armas ou objetos cortantes, representam situações de grave risco. A denúncia e a atuação rápida das forças de segurança são fundamentais para proteger vítimas e impedir que episódios de violência tenham consequências ainda mais graves.
Violência contra a mulher é crime. Denúncias podem ser feitas pelo 190, em situações de emergência, ou pelo 180, canal nacional de atendimento à mulher.
JP JORNAL O POPULAR – MARÍLIA E REGIÃO
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