DATAFOLHA: Lula tem rejeição de 46% e Flávio Bolsonaro, de 43%, na disputa pela Presidência

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Primeira pesquisa após o primeiro turno mostra rejeição elevada aos dois candidatos; índices estão próximos e dentro da margem de erro, indicando uma disputa acirrada pelo Palácio do Planalto.

A disputa pela Presidência da República chega ao segundo turno marcada pela forte rejeição aos dois candidatos. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8) aponta que 46% dos eleitores afirmam não votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43% rejeitam o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Os números mostram uma pequena mudança em relação ao levantamento anterior, divulgado antes do primeiro turno, quando ambos registravam 45% de rejeição. Lula oscilou um ponto percentual para cima, enquanto Flávio apresentou redução de dois pontos. As variações estão dentro da margem de erro da pesquisa.

O levantamento também revela que 3% dos entrevistados rejeitam os dois candidatos e 8% afirmam não rejeitar nenhum deles.

Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno na liderança dos votos válidos, após conquistar 47,03% no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Lula recebeu 45,16%, conforme os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A pesquisa ouviu 2.520 eleitores em todo o país, entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02949/2026.

Com a votação decisiva marcada para 25 de outubro, os candidatos enfrentam o desafio de conquistar eleitores que não os escolheram no primeiro turno e reduzir os índices de rejeição.

COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR

A pesquisa evidencia um cenário de forte divisão política no Brasil. Mais do que conquistar votos, Lula e Flávio Bolsonaro terão de convencer uma parcela significativa da população que demonstra resistência às duas candidaturas. O segundo turno exige debate de propostas, responsabilidade e respeito ao eleitor. Afinal, o resultado das urnas definirá os rumos do país pelos próximos quatro anos.

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