Vinícius Martinez responde pela morte de Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, atingida por um disparo durante uma festa do peão em Promissão. Acusado segue em liberdade e deverá enfrentar o Tribunal do Júri.
A Justiça de São Paulo confirmou a apreensão de uma arma de fogo e determinou a entrega do passaporte do ex-delegado Vinícius Martinez, acusado de matar a adolescente Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, durante uma festa do peão em Promissão, no interior paulista.
A decisão atende a pedidos do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do acusado, policiais localizaram um revólver. O despacho judicial não detalha a destinação das demais armas registradas em nome de Martinez.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) também determinou a suspensão cautelar do direito de posse e porte de armas do ex-delegado. Apesar das medidas, ele permanece em liberdade, após a Justiça rejeitar o pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público.
EX-DELEGADO DEVERÁ ENFRENTAR JÚRI POPULAR
Martinez deverá ser julgado por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, quando o acusado assume o risco de provocar a morte, além de responder por disparos de arma de fogo.
O TJ-SP manteve a decisão de levar o caso ao Tribunal do Júri, rejeitando o recurso apresentado pela defesa contra a submissão do acusado a julgamento popular.
RELEMBRE O CRIME QUE TERMINOU COM A MORTE DE KATRINA
A tragédia ocorreu durante uma festa do peão em Promissão, em agosto de 2024.
Segundo o boletim de ocorrência, o então delegado teria efetuado quatro disparos durante uma confusão envolvendo um homem que tentava entrar no recinto com bebida alcoólica, prática proibida pela organização.
Katrina participava do evento acompanhada de amigos e aguardava o pai para buscá-la quando foi atingida por um tiro.
A adolescente não resistiu ao ferimento. O caso provocou repercussão e deu origem ao processo criminal que agora avança para julgamento pelo Tribunal do Júri.
JP JORNAL O POPULAR | COMENTÁRIO
A morte de Katrina, aos 16 anos, permanece como um episódio de grande gravidade. O avanço do processo judicial é fundamental para esclarecer as circunstâncias do disparo, estabelecer eventuais responsabilidades e assegurar à família da adolescente uma resposta da Justiça, com respeito ao devido processo legal.
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