Família registrou boletim de ocorrência envolvendo professora da Escola Ser e Saber e pretende levar documentação ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar; responsáveis também cobram esclarecimentos sobre atuação profissional da docente
Um caso envolvendo uma criança de apenas 5 anos dentro da Escola Ser e Saber, em Marília, chegou à Polícia Civil e deverá ser levado também a órgãos de proteção e fiscalização.
Segundo boletim de ocorrência registrado em 26 de agosto de 2026, familiares procuraram a Polícia Civil após a criança relatar que uma professora teria se irritado durante uma aula e desferido um tapa em seu rosto.
De acordo com as informações apresentadas pela família, a suposta agressão teria ocorrido dentro da sala de aula, na presença de outras crianças e de outra professora.
O boletim registra a versão apresentada pelos responsáveis e, por isso, não representa conclusão da investigação nem comprovação definitiva de responsabilidade.
CRIANÇA PASSOU POR ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO
Após o relato, a família buscou acompanhamento psicológico para a criança.
Conforme informado no registro policial, durante atendimento profissional, a criança teria voltado a relatar o episódio e produzido um desenho relacionado à professora mencionada.
A família afirma que pretende reunir o laudo psicológico e demais documentos para apresentá-los ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar, para conhecimento dos fatos e eventual adoção das providências consideradas cabíveis.
PROFESSORA RETORNA ÀS AULAS ENQUANTO INVESTIGAÇÃO ESTÁ EM ANDAMENTO
Segundo informações fornecidas pela família à reportagem, a professora retornou às atividades enquanto a apuração do caso ainda está em andamento.
Os responsáveis afirmam ainda que pais de alunos não teriam sido comunicados sobre a denúncia envolvendo a docente e que teria sido apresentada, inicialmente, uma justificativa relacionada a motivo médico para seu afastamento.
Essas informações fazem parte da versão apresentada pela família e precisam ser esclarecidas oficialmente pela instituição de ensino.
FAMÍLIA PEDE DOCUMENTOS SOBRE CAPACITAÇÃO DA PROFISSIONAL
Outro ponto levantado pelos familiares diz respeito à formação e à habilitação profissional da docente.
A família solicita acesso a documentos que comprovem a capacitação necessária para atuação na Educação Infantil, além da documentação relacionada ao exercício de funções de coordenação pedagógica, uma vez que, segundo os responsáveis, a professora também teria atuado como coordenadora na instituição.
O pedido busca esclarecer quais qualificações, habilitações e atribuições profissionais estavam formalmente vinculadas à docente no período citado.
CASO DEVE CHEGAR A OUTROS ÓRGÃOS
Diante da gravidade da denúncia, o episódio poderá ser analisado pelo Ministério Público, Conselho Tutelar e demais autoridades competentes, cada um dentro de suas atribuições legais.
A ocorrência policial foi registrada como vias de fato, com referência ao artigo 21 da Lei de Contravenções Penais.
Uma denúncia envolvendo possível violência contra uma criança dentro do ambiente escolar exige investigação criteriosa, preservação dos envolvidos e respostas objetivas sobre os procedimentos adotados pela instituição.
O JP Jornal O Popular preserva integralmente a identidade da criança e de seus familiares.
OUTRO LADO
O JP Jornal O Popular mantém espaço aberto para que a Escola Ser e Saber e a profissional citada apresentem suas versões sobre os acontecimentos.
Entre os pontos que demandam esclarecimento estão as providências internas adotadas após o relato, o retorno da professora às atividades, a comunicação feita às famílias dos alunos e a documentação referente à formação e às funções exercidas pela profissional.
Até que haja conclusão pelas autoridades competentes, deve ser respeitado o princípio de que a denúncia e o boletim de ocorrência não constituem, isoladamente, prova definitiva de responsabilidade.
COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR
Uma denúncia dessa gravidade exige respostas.
Quando o relato envolve uma criança de apenas 5 anos dentro de uma sala de aula, a apuração precisa ser séria, transparente e conduzida com prioridade.
O que aconteceu? Quais providências foram tomadas? Por que a docente retornou às atividades enquanto a investigação está em andamento? Como a instituição comunicou o episódio às famílias? E quais documentos comprovam a formação e as atribuições profissionais exercidas?
São perguntas legítimas que precisam ser respondidas.
O papel da imprensa não é condenar antecipadamente ninguém, mas buscar informações, cobrar transparência, preservar a criança e garantir espaço para todos os envolvidos se manifestarem.
O JP Jornal O Popular continuará acompanhando o caso.
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