Vice-prefeito participou da mudança na fiscalização eletrônica e já havia levado o tema ao debate público quando era vereador; cidade registrou rued de 26% nos sinistros em 2025
A suspensão dos radares fixos em Marília, determinada pelo prefeito Vinicius Camarinha em janeiro de 2025, recolocou em evidência uma discussão que já havia passado pela atuação política do vice-prefeito Rogério Alexandre da Graça, o Rogerinho (PP), ainda durante seu mandato como vereador.
Em outubro de 2023, Rogerinho solicitou uma audiência pública na Câmara Municipal para discutir o funcionamento, a localização e os efeitos dos radares. Após o debate, apresentou requerimento propondo alterações em limites de velocidade e a retirada ou mudança de equipamentos em pontos específicos da cidade.
Já na Vice-Prefeitura, Rogerinho acompanhou Vinicius Camarinha no ato que marcou a suspensão dos radares fixos, em 4 de janeiro de 2025. Segundo dados da Emdurb divulgados pela Prefeitura, 79 mil multas foram aplicadas pelos equipamentos somente em 2024. A administração anunciou, paralelamente, ações de educação e conscientização para o trânsito.
Dez dias depois, a Prefeitura lançou o programa “Trânsito Seguro”, reunindo poder público e sociedade civil para discutir prevenção, educação e medidas voltadas à redução dos acidentes.
Os indicadores divulgados posteriormente apontaram queda nos registros. Segundo dados do Detran citados pela Prefeitura, Marília contabilizou 786 sinistros entre janeiro e novembro de 2025, contra 1.062 no mesmo período de 2024 — redução de 26%. No primeiro semestre de 2025 foram 427 acidentes, ante 583 no mesmo intervalo do ano anterior, queda de 26,7%.
A administração municipal associa o resultado ao conjunto de ações adotadas no trânsito, incluindo educação, melhorias de sinalização e a mudança na fiscalização. Os números demonstram a redução dos acidentes no período, mas, isoladamente, não estabelecem que a retirada dos radares tenha sido a única causa da queda.
Hoje vice-prefeito, Rogerinho lançou em julho sua pré-candidatura a deputado estadual, após iniciar uma agenda política regional com lideranças de Marília e de outros municípios.
A discussão dos radares passa, assim, por diferentes etapas de sua trajetória: como vereador, Rogerinho levou o assunto para audiência pública e cobrou mudanças; como vice-prefeito, acompanhou a suspensão dos equipamentos e a implantação de uma nova política municipal para o trânsito.
Comentário do JP Jornal O Popular
A segurança no trânsito precisa estar acima de qualquer disputa política. Multar, educar, fiscalizar e prevenir são instrumentos que devem ter um objetivo comum: preservar vidas. O papel do poder público é acompanhar os resultados, ouvir a população e corrigir caminhos sempre que os dados mostrarem essa necessidade.
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