Aposentado de 74 anos é investigado pela morte da ex-companheira na zona Norte de Marília

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Aposentado de 74 anos prestou depoimento após Rosimar Andrade e Silva Ferro, de 64 anos, ser encontrada morta sob a cama; ele foi liberado, e a investigação continua

A Polícia Civil de Marília investiga um aposentado de 74 anos como principal suspeito da morte de Rosimar Andrade e Silva Ferro, de 64 anos, encontrada com um ferimento provocado por faca dentro de uma residência no bairro Prolongamento Palmital, na zona Norte da cidade.

O homem prestou depoimento na noite da última sexta-feira (31). Apesar dos indícios reunidos e de contradições apontadas durante o interrogatório, ele foi liberado após ser ouvido. A apuração continua, e nenhuma responsabilidade criminal foi definitivamente estabelecida até o momento.

O caso foi descoberto depois que o próprio aposentado avisou aos filhos da vítima que tentava entrar em contato com ela, mas não recebia respostas às ligações e mensagens.

Com a ajuda de um chaveiro, um dos filhos entrou no imóvel, localizado na rua Gaspar de Lemos. O corpo de Rosimar foi encontrado sob a cama, já em estado de decomposição e com um ferimento de faca.

Segundo as informações apuradas, havia rastros de sangue no interior da casa e sinais de arrombamento na porta do quarto. Peritos da Polícia Científica estimaram inicialmente que a mulher teria sido morta havia pelo menos dois dias.

Imagens mostram suspeito entrando no imóvel

Em depoimento, o aposentado afirmou que, apesar da separação, mantinha uma relação amistosa com Rosimar. Ele também declarou que esteve na residência na quarta-feira (29) para realizar alguns reparos.

A suspeita aumentou após a análise de câmeras de segurança instaladas em um imóvel próximo. De acordo com a investigação, as gravações indicariam que o idoso foi a única pessoa registrada entrando na casa no período analisado.

Durante buscas na residência do suspeito, policiais civis apreenderam um telefone celular e um caderno com anotações. A grafia encontrada nas páginas seria semelhante à de um bilhete com ofensas localizado próximo ao corpo da vítima. O material deverá passar por análise pericial.

Polícia apura possível motivação passional

Os investigadores também verificaram mensagens no celular de Rosimar e identificaram conversas de teor amoroso com um homem que mora em outra cidade.

Conforme a apuração, esse homem teria viajado até Marília e aguardado a vítima na rodoviária, mas ela não apareceu. A informação passou a integrar a linha investigativa que considera uma possível motivação passional para o crime.

O aparelho celular e o caderno apreendidos serão analisados, assim como as imagens de segurança e outros elementos recolhidos no imóvel. A Polícia Civil deverá ouvir novas pessoas e aguardar os resultados dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica do crime e apontar sua autoria.

Comentário do JP Jornal O Popular

A morte de Rosimar Andrade e Silva Ferro representa mais um episódio grave de violência contra a mulher. O caso exige uma investigação técnica, rigorosa e transparente, com respeito à memória da vítima, aos familiares e ao princípio de que qualquer acusação deve ser comprovada por evidências. Justiça não se faz com especulações, mas também não pode deixar perguntas sem respostas.

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