O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou o afastamento do vereador João Vitor Gonçalves da Silva (PP), de Ourinhos, investigado por suspeitas de peculato e lavagem de dinheiro envolvendo recursos da Fapi.
A decisão permite que o parlamentar retome o mandato enquanto o inquérito continua. João Vitor estava afastado desde 11 de maio e também havia sido proibido de ocupar cargos de confiança ou em comissão na Prefeitura.
O afastamento havia sido determinado pela Vara Regional das Garantias de Bauru, após pedido da Polícia Civil. Na ocasião, a Justiça apontou a existência de elementos considerados suficientes para a adoção da medida cautelar, além de possíveis riscos ao andamento das investigações.
Com o habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça, o vereador volta ao cargo, mas continua sendo investigado. A decisão não representa absolvição nem encerra o caso.
Durante a apuração, a Polícia Civil apreendeu um veículo e R$ 5 mil em dinheiro pertencentes ao parlamentar. João Vitor afirmou que a investigação teve origem em denúncia anônima e disse que provará a própria inocência.
Em manifestação anterior, ele também classificou como desnecessária a apreensão do veículo durante uma sessão da Câmara e declarou não ter nada a esconder.
A Câmara Municipal informou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre a decisão. As investigações seguem sob sigilo judicial.
COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR
O retorno ao mandato muda o cenário político, mas não apaga o peso das suspeitas. De um lado, o vereador recupera o cargo; do outro, a investigação continua aberta. Agora, mais do que discursos, Ourinhos espera respostas claras. Como diz o ditado, onde há fumaça, é dever das autoridades descobrir se existe fogo — sem condenação antecipada, mas também sem passar pano.
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