Reviravolta na Câmara de Marília: José Carlos Albuquerque mira retorno e cadeira de Rossana Camacho balança após decisão eleitoral

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Rossana na corda bamba, Albuquerque no caminho da posse: Justiça marca retotalização que pode virar a Câmara de Marília do avesso

MARÍLIA — A política mariliense entra em uma semana decisiva. A Justiça Eleitoral marcou para terça-feira, 7 de julho de 2026, às 10h, na sede da 70ª Zona Eleitoral de Marília, a retotalização dos votos para vereador das eleições de 2024. A medida foi determinada pela juíza eleitoral Aline Amaral da Silva, em cumprimento à decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Na prática, a nova totalização pode alterar a composição da Câmara Municipal de Marília e abrir caminho para o retorno de José Carlos Albuquerque, do Podemos, ao Legislativo.

Albuquerque não chega como novidade no cenário político. Pelo contrário: é um nome conhecido, experiente e com trajetória consolidada na vida pública mariliense. Ex-vereador, com atuação marcada por presença ativa nos debates da cidade, ele pode retornar à Câmara para cumprir seu quinto mandato, reforçando um currículo político construído ao longo de anos de atuação no Legislativo.

A possível volta de Albuquerque ocorre após ação apresentada por ele à Justiça Eleitoral, questionando a validade dos votos do partido Mobiliza nas eleições municipais. A denúncia apontou supostas irregularidades no cumprimento da cota de gênero, com suspeita de candidaturas femininas fictícias apenas para preencher a exigência legal mínima de mulheres na chapa.

Com a anulação dos votos do Mobiliza, os cálculos eleitorais precisam ser refeitos. A retotalização altera o quociente eleitoral e partidário, critério usado para distribuir as cadeiras entre partidos e candidatos no sistema proporcional.

Nesse novo cenário, a vereadora delegada Rossana Camacho pode perder o mandato. Ela não é apontada como responsável direta pelas irregularidades atribuídas ao Mobiliza, mas pode ser atingida pelos efeitos jurídicos da decisão. O caso mostra que, na política, a votação individual pesa, mas a regularidade partidária também pode decidir quem fica e quem sai.

A expectativa agora se concentra no procedimento marcado para terça-feira. Somente após a retotalização será possível confirmar oficialmente a nova composição da Câmara.

Para Albuquerque, o momento representa mais do que uma possível volta ao Legislativo. Representa também o reconhecimento de uma disputa travada dentro das regras institucionais, por meio da Justiça Eleitoral, em um caso que ganhou forte repercussão nos bastidores políticos de Marília.

Comentário do JP Jornal O Popular

José Carlos Albuquerque volta ao centro do tabuleiro político com a bagagem de quem conhece a Câmara, conhece Marília e tem história no Legislativo. Experiência, articulação e presença pública fazem parte do currículo de um nome que pode retornar ao mandato pela força de uma decisão judicial.

Já Rossana Camacho vive o momento mais delicado de sua trajetória parlamentar. Mesmo sem ser acusada diretamente no caso, pode perder a cadeira por consequência da nova conta eleitoral. É um episódio que mostra, com clareza, que mandato no sistema proporcional depende de voto, partido, regra e Justiça.

O JP Jornal O Popular seguirá acompanhando os próximos passos desse caso que pode mudar a composição da Câmara Municipal de Marília.

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