Um novo relatório da Polícia Civil reforçou as suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra e familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como líder da facção criminosa PCC.
Segundo a investigação, Francisca Alves da Silva, conhecida como “Preta” e casada com Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha, irmão de Marcola, teria participado da movimentação de recursos sob investigação. Para os policiais, ela seria uma das principais ligações entre Deolane e o grupo investigado.
O relatório foi elaborado a partir da análise de e-mails trocados entre investigados e o contador Eduardo Afonso Rodrigues, também alvo da operação. De acordo com a Polícia Civil, ele teria auxiliado na abertura de empresas supostamente utilizadas para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita.
Entre os nomes indiciados estão Deolane Bezerra, Marcola, Marcolinha, os sobrinhos de Marcola, Paloma Herbas Camacho e Leonardo Ribeiro Herbas Camacho, além de Everton de Souza, conhecido como “Player” ou “Gordão”, e o contador Eduardo Afonso Rodrigues.
Deolane está presa na Penitenciária de Tupi Paulista. Já Francisca responde às investigações em liberdade. A Polícia Civil instaurou um novo inquérito para aprofundar as apurações sobre sua participação no caso.
A expectativa é que o Ministério Público apresente denúncia à Justiça nesta semana. Na próxima sessão, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deverá analisar um pedido da defesa de Deolane para que ela passe a cumprir prisão domiciliar. As penas para os crimes investigados podem chegar a 24 anos de prisão em caso de condenação.
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