A Polícia Civil de Bauru (SP) está em busca de um indivíduo suspeito de ter provocado um incêndio criminoso em uma residência no último domingo (10). O motivo apontado seria o não pagamento de uma dívida pela moradora. O incidente ocorreu no bairro Vila Industrial.
Conforme relatado no Boletim de Ocorrência, a vítima, uma mulher de 36 anos, informou às autoridades que o suspeito seria um agiota a quem ela devia dinheiro. Segundo seu depoimento, o homem invadiu a propriedade com um recipiente de gasolina e ateou fogo a um dos quartos.
Na residência estavam também os dois filhos da vítima. Um deles, com 18 anos, teve que ser socorrido e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bela Vista devido à inalação de fumaça resultante do incêndio. Seu estado de saúde é considerado estável.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 20h40 e conseguiu controlar as chamas, que causaram danos significativos ao quarto afetado, inclusive com o colapso da laje devido ao calor. Essa informação foi fornecida pela Defesa Civil.
Durante o depoimento à polícia, a mulher revelou que havia contraído um empréstimo de R$ 700 com o suspeito há mais de um ano, com a obrigação de quitar a quantia em até 30 dias, totalizando R$ 820.
Após não conseguir cumprir o prazo estabelecido, o suspeito, de 19 anos, teria começado a cobrar juros adicionais de R$ 250 por dia. A vítima afirmou ter conseguido efetuar alguns pagamentos referentes ao empréstimo, porém, esses não foram suficientes, resultando em ameaças por parte do agiota.
O caso foi registrado como incêndio, crime contra a economia popular e extorsão. Embora o suspeito tenha sido identificado pela polícia, até o momento desta publicação, ele permanecia foragido.
É importante destacar que pedir dinheiro emprestado não é crime, mas cobrar juros, comissões ou descontos percentuais sobre dívidas superiores à taxa permitida por lei configura crime, sujeito a pena de até 2 anos de detenção, prática popularmente conhecida como agiotagem.


