Investigado apontado como um dos principais alvos do Gaeco foi atingido durante confronto policial no bairro Maracá. Operação apura tráfico de drogas, comércio de armas e esquema de troca de entorpecentes por assinaturas para projeto de lei sobre visitas íntimas em presídios.
Por Alan Teixeira – Diretor do JP Jornal O Popular
Uma operação de combate ao crime organizado terminou com um homem baleado por um disparo de fuzil no bairro Maracá, na zona norte de Marília, na manhã de quarta-feira (28). O investigado, apontado como um dos principais alvos da ação, foi socorrido e encaminhado ao hospital, onde permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo informações divulgadas pela Polícia Civil.
A ocorrência aconteceu durante a segunda fase da Operação Umbra 2, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná.
Segundo o promotor José Paulo Montesino Gomes da Silva, o investigado foi localizado em Marília e houve confronto com policiais durante o cumprimento das ordens judiciais. As circunstâncias detalhadas do disparo ainda não haviam sido esclarecidas.
FACÇÃO É INVESTIGADA POR TROCAR DROGAS POR ASSINATURAS
Um dos pontos mais graves da investigação envolve a suspeita de que integrantes da organização criminosa distribuíam entorpecentes em troca de assinaturas destinadas a um projeto de lei de iniciativa popular.
A proposta buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas e conjugais em estabelecimentos prisionais.
De acordo com o Ministério Público, a facção também atuava no tráfico de drogas, na comercialização de armas de fogo e na aplicação de punições internas contra seus próprios integrantes.
DOIS IRMÃOS ESTARIAM NO COMANDO DO ESQUEMA
As investigações apontam que a estrutura regional da organização, concentrada principalmente no norte do Paraná, era comandada por dois irmãos.
Um deles exercia a função conhecida como “Geral da Região 43”, responsável por transmitir ordens da liderança e decidir sobre punições e movimentações internas.
O outro ocupava o posto denominado “Final 100% do Estado do Paraná”, com atuação na supervisão financeira, operacional e na coordenação do comércio de drogas na zona sul de Londrina.
Outros investigados seriam responsáveis pela contabilidade, administração de pontos de tráfico, negociação de armas e pelo chamado tribunal do crime.
OPERAÇÃO MOBILIZOU FORÇAS POLICIAIS EM DOIS ESTADOS
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão, em ações realizadas em Marília e Avaré, no interior paulista, além de Londrina, Cambé, Cascavel e Piraquara, no Paraná.
A investigação busca identificar a extensão das atividades criminosas e a participação de cada um dos envolvidos.
COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR
A operação evidencia como organizações criminosas ultrapassam fronteiras estaduais e procuram ampliar sua influência para além do tráfico de drogas. A presença de um dos principais investigados em Marília reforça a importância da integração entre as forças de segurança. O avanço das investigações e o esclarecimento das circunstâncias do confronto são fundamentais para garantir a responsabilização dentro da lei.
JP JORNAL O POPULAR – MARÍLIA E REGIÃO
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