Rafael Pascon dos Santos está preso desde outubro de 2025; em outro processo, foi condenado em primeira instância a 24 anos e 16 dias de prisão.
A Justiça estabeleceu prazo de dez dias para que a defesa do psiquiatra Rafael Pascon dos Santos se manifeste em uma ação por supostos crimes sexuais durante consultas em Garça. A denúncia do Ministério Público de São Paulo foi aceita, tornando o médico réu. Os advogados poderão indicar testemunhas e requerer a produção de provas.
Segundo informações divulgadas pelo g1, o conjunto de acusações contra o profissional envolve 32 mulheres e atendimentos em Marília, Garça e Lins. Os relatos incluem suspeitas de importunação sexual e estupro. O recebimento da denúncia em Garça não representa condenação nessa ação.
Em junho de 2026, em outro processo, Rafael foi condenado em primeira instância a 24 anos e 16 dias de prisão, em regime fechado, por estupro de vulnerável e importunação sexual contra pacientes. A sentença admite recurso, mas a prisão preventiva foi mantida.
O psiquiatra foi preso em 22 de outubro de 2025, em Marília, após denúncias de pacientes. Ele atuava em consultório particular na cidade e no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Garça. Conforme a reportagem de origem, seu registro foi suspenso pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo, impedindo o exercício da profissão.
Os processos tramitam em segredo de Justiça.
Comentário do JP Jornal O Popular
Denúncias de violência sexual exigem investigação rigorosa, acolhimento às pessoas que relatam os abusos e respeito ao direito de defesa. A proteção de pacientes e a apuração responsável são essenciais para preservar a confiança nos serviços de saúde.
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