“SEM NOTA E COM CABOS DA VIVO E CPFL”: SIG PRENDE FUNCIONÁRIOS COM CARGA SUSPEITA EM MARÍLIA

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Homens de 41 e 21 anos transportavam fios e cabos já queimados e descascados em caminhão de empresa de Vera Cruz; ambos foram autuados em flagrante por receptação

MARÍLIA — Dois funcionários de uma empresa de Vera Cruz, de 41 e 21 anos, foram presos pela Polícia Civil em Marília após serem flagrados transportando uma carga de fios e cabos de procedência suspeita. A ação foi realizada por policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG).

Durante diligências pela cidade, os investigadores avistaram um caminhão Mercedes-Benz, ano 1980, de carroceria aberta, carregado com sucatas e trafegando pela Rodovia do Contorno. O veículo passou a ser acompanhado e foi abordado depois de entrar no bairro Alto Cafezal.

Questionados pelos policiais, os ocupantes informaram que havia fios e cabos de cobre escondidos sob a carga de sucata. Segundo os próprios suspeitos, o material já estava queimado e descascado quando foi recolhido e colocado no caminhão.

Os homens disseram trabalhar para uma empresa localizada em Vera Cruz e afirmaram que os fios e cabos teriam sido recolhidos em dois estabelecimentos de reciclagem na zona sul de Marília.

MATERIAL NÃO TINHA NOTA FISCAL

Um dos pontos que chamou a atenção da investigação foi a ausência de documentação que comprovasse a procedência do material.

Segundo a Polícia Civil, não havia nota fiscal dos fios e cabos transportados.

Diante da suspeita, o delegado responsável pelo SIG, Flávio Augusto Rodrigues, determinou que representantes da Vivo e da CPFL fossem chamados para analisar os materiais encontrados.

Após uma avaliação, representantes das duas empresas reconheceram fios e cabos pertencentes às respectivas companhias.

O representante da CPFL informou ainda que a empresa não realiza qualquer tipo de doação desse tipo de material e que o descarte de fios e cabos segue destinação específica para o município de São José do Rio Pardo.

PRESOS SEM DIREITO À FIANÇA

Os dois funcionários foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, onde acabaram autuados em flagrante pelo crime de receptação.

Ambos permaneceram presos e, segundo as informações policiais, não tiveram direito à fiança na fase policial.

A investigação deverá prosseguir para esclarecer a origem exata dos cabos, como o material chegou aos estabelecimentos mencionados e se outras pessoas tiveram participação no esquema.

COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR

O combate ao furto e à receptação de fios e cabos é fundamental, principalmente porque esse tipo de crime pode causar prejuízos que vão muito além do valor do material, atingindo serviços essenciais de energia e comunicação. A identificação da origem e de toda a cadeia de comercialização é um passo importante para chegar não apenas a quem transporta, mas também a quem furta, compra e abastece esse mercado clandestino.

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