Polícia Civil apreendeu medicamentos sem registro, produtos injetáveis, seringas, anabolizantes e itens importados sem documentação fiscal; material será submetido à perícia
Um homem de 38 anos e uma mulher de 33 foram presos em flagrante na manhã desta sexta-feira (21), em Lins (SP), suspeitos de manter um esquema de comercialização clandestina de medicamentos, anabolizantes e substâncias proibidas ou sem registro sanitário no país.
A ação ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em um imóvel na Rua João Bossonaro. Segundo a Polícia Civil, no endereço foram encontrados medicamentos voltados ao emagrecimento, ganho de performance e procedimentos estéticos, alguns deles já identificados com preços para venda.
Entre os materiais apreendidos estavam anabolizantes, produtos injetáveis, pomadas anestésicas, seringas e agulhas.
As investigações apontam que o casal anunciava e comercializava substâncias sem registro ou cuja venda é proibida no Brasil. A suspeita é de que parte dos medicamentos também fosse fracionada e entregue aos compradores sem acompanhamento médico.
A polícia ainda recolheu aparelhos celulares e perfumes de origem estrangeira sem documentação fiscal. Como diz o velho ditado, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”: produtos relacionados à saúde vendidos fora dos canais regulares podem representar riscos graves ao consumidor.
O homem e a mulher foram autuados, segundo a polícia, por venda de produtos sem registro sanitário e descaminho. Todo o material apreendido será encaminhado para perícia técnica.
O caso segue sendo investigado pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Lins, que deverá apurar a origem dos produtos, a forma de comercialização e se outras pessoas participaram do esquema.
COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR
A apreensão acende um alerta importante. Medicamentos para emagrecimento, anabolizantes e substâncias injetáveis não são produtos comuns de prateleira. Quando vendidos clandestinamente, sem controle sanitário e sem orientação médica, o barato pode sair caro — e, nesse caso, o preço pode ser a própria saúde.
O JP JORNAL O POPULAR acompanha o caso e reforça a importância de a população procurar medicamentos somente em estabelecimentos regularizados e sempre com orientação profissional.
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