Caso foi registrado como estupro de vulnerável. Agente de organização escolar, de 22 anos, teve o contrato encerrado e é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher.
Uma denúncia envolvendo uma aluna de apenas 12 anos mobilizou autoridades e levou à demissão de um funcionário de uma escola estadual de Marília.
Segundo o boletim de ocorrência, um agente de organização escolar de 22 anos é investigado por suspeita de ter abraçado e beijado a estudante à força dentro da unidade de ensino. O caso foi registrado pela Polícia Civil como estupro de vulnerável.
De acordo com o relato apresentado pela mãe da menina, o episódio teria ocorrido em 12 de agosto. Antes disso, o funcionário teria mantido conversas com a estudante pelas redes sociais, fazendo comentários sobre sua aparência.
No dia do fato, conforme a denúncia, o suspeito teria chamado a aluna até a sala de achados e perdidos. No local, teria abraçado a menina e a beijado duas vezes na boca.
Ainda segundo o depoimento, o funcionário teria pedido para que ela não contasse o ocorrido a ninguém, afirmando que a revelação poderia trazer prejuízos para a própria estudante.
POLÍCIA INVESTIGA E CÂMERAS SÃO REQUISITADAS
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília instaurou inquérito para apurar o caso. A mãe já foi ouvida, e a adolescente deverá passar por escuta especializada, procedimento utilizado para evitar exposição e revitimização de crianças e adolescentes.
Imagens das câmeras de segurança da escola também foram requisitadas. Os investigadores pretendem verificar a movimentação do funcionário e da estudante no interior da unidade.
Até esta sexta-feira (21), não havia informação de prisão relacionada ao caso.
FUNCIONÁRIO TEVE CONTRATO EXTINTO
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) confirmou que o contrato do agente de organização escolar foi encerrado após a direção tomar conhecimento da denúncia.
A Unidade Regional de Ensino de Marília informou ainda que a estudante foi acolhida, o Conselho Tutelar foi acionado e o caso passou a ser acompanhado pelo programa Conviva SP, com apoio de profissional do programa Psicólogos nas Escolas.
Segundo a Secretaria, a escola também deverá reforçar ações de conscientização e prevenção à violência no ambiente escolar.
Em nota, a Unidade Regional de Ensino afirmou que “repudia qualquer forma de assédio” e declarou estar à disposição da comunidade para esclarecimentos.
COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR
Escola precisa ser lugar de aprendizado, proteção e confiança. Uma denúncia dessa gravidade exige investigação rigorosa, responsabilidade e, acima de tudo, proteção integral à criança. Cabe agora às autoridades esclarecer todos os fatos, garantindo o direito de defesa do investigado e preservando a vítima de qualquer exposição desnecessária.
O JP Jornal O Popular – Marília e Região continuará acompanhando o caso e trazendo informações confirmadas à população.
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