Fabiana tenta segurar recontagem, mas TRE barra efeito suspensivo e Marília pode viver reviravolta na Câmara
JP Jornal O Popular – Marília e Região
A novela eleitoral que pode mexer diretamente na composição da Câmara de Marília ganhou um capítulo decisivo e de forte impacto político. A Justiça Eleitoral determinou o cumprimento imediato da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, com a retotalização dos votos marcada para o dia 07/07/2026, às 10h, na sede da 70ª Zona Eleitoral de Marília. A decisão foi assinada pela juíza eleitoral Aline Amaral da Silva.
O movimento ocorre depois da tentativa de Fabiana Lehnhardt de barrar os efeitos da decisão por meio de embargos de declaração. Nos argumentos apresentados, a defesa pediu efeito suspensivo para impedir a retotalização dos votos das eleições proporcionais de 2024 em Marília até o julgamento final do recurso. A defesa também alegou omissões, contradições e sustentou que a anulação dos votos poderia atingir sua esfera política.
Mas o pedido não prosperou. O relator, juiz Claudio Langroiva Pereira, indeferiu a tentativa de suspender os efeitos da decisão. Em linguagem direta: Fabiana tentou colocar o freio, mas o TRE não aceitou. O magistrado destacou que, para conceder efeito suspensivo, não basta alegar risco na demora; é necessário demonstrar plausibilidade jurídica suficiente, o que, segundo a decisão, não ficou verificado no caso concreto.
O caso levanta uma pergunta que já circula forte nos bastidores políticos de Marília: se Fabiana não ocupa atualmente cargo público na Câmara, por que tanto empenho para tentar impedir a retotalização? A questão não é acusação, mas um ponto político inevitável diante do cenário. Quando uma decisão eleitoral pode alterar cadeiras no Legislativo, cada movimento jurídico passa a ter peso público e precisa ser observado com lupa.
No centro da disputa está José Carlos Albuquerque, autor do pedido e nome experiente da política mariliense. A retotalização pode redesenhar o quadro da Câmara e reacender uma disputa que parecia estar restrita aos autos, mas que agora ganha força também no debate público. Em política, quando a conta dos votos volta para a mesa, não existe bastidor pequeno: tem mandato que treme, grupo que se movimenta e cadeira que pode mudar de dono.
A decisão da Justiça Eleitoral reforça que todas as providências relacionadas ao cumprimento deverão ficar registradas nos autos, com edital já expedido e publicado para ciência. Ou seja, o processo saiu do campo da discussão jurídica abstrata e entrou na fase prática, com data, horário e local definidos para a retotalização.
Comentário do JP Jornal O Popular
O JP Jornal O Popular acompanha esse caso porque ele não trata apenas de nomes, partidos ou disputa de bastidor. Trata-se da vontade popular depositada nas urnas e da composição do Legislativo de Marília. A Justiça Eleitoral está fazendo a conta andar, e agora a cidade quer saber: quem ganha, quem perde e quem tentou segurar a recontagem?
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