PPGD da universidade participou de audiência pública sobre violência contra a mulher e defendeu dados, prevenção e políticas públicas mais efetivas
A Universidade de Marília, por meio do Programa de Pós-Graduação em Direito, marcou presença em um debate de grande relevância na Câmara Municipal de Marília: o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher.
A audiência pública, proposta pela vereadora Professora Daniela, por meio do Requerimento 361/2026, reuniu representantes da Saúde, OAB, Polícia Militar, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Comitê de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e entidades da sociedade civil.
Representando o PPGD da Unimar, a doutoranda Mariela Ribeiro Nunes Cardoso, bolsista CNPq, levou à tribuna uma fala firme, técnica e necessária. Com base em dados oficiais, ela destacou que o combate à violência contra a mulher precisa sair do discurso e avançar para ações concretas, com notificação, diagnóstico e políticas públicas que funcionem na prática.
Um dos principais pontos defendidos foi a importância da notificação compulsória nos casos suspeitos de violência contra a mulher. Segundo Mariela, sem dados reais, o poder público fica sem caminho seguro para agir.
“Sem dados, não há diagnóstico. Sem diagnóstico, não há intervenção. E sem intervenção, continuamos contando feminicídios em vez de preveni-los”, afirmou.
A pesquisadora também chamou atenção para a subnotificação dos casos de violência psicológica, física e sexual no Brasil, além de destacar a necessidade de políticas públicas que alcancem mulheres negras, mulheres com deficiência e mulheres trans, grupos que muitas vezes sofrem ainda mais com a invisibilidade dentro da rede de proteção.
Para o coordenador do PPGD da Unimar, Prof. Dr. Jonathan Barros Vita, a participação da universidade mostra que o conhecimento acadêmico precisa estar a serviço da sociedade.
“A pós-graduação em Direito só cumpre integralmente sua missão quando o conhecimento produzido dentro do programa volta para a sociedade em forma de subsídio concreto às políticas públicas”, destacou.
Mais do que uma participação institucional, a presença da Unimar na audiência reforça o papel da universidade como uma ponte entre pesquisa, formação, poder público e defesa da vida. Em um tema tão sensível, não basta remediar depois da tragédia. É preciso prevenir antes que o pior aconteça.
A contribuição do PPGD também passa a integrar as discussões sobre o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento Integral da Violência contra a Mulher, atualmente em estudo pelo Comitê de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.
Comentário do JP Jornal O Popular
O JP Jornal O Popular destaca a importância da participação da Unimar nesse debate. Quando a universidade leva pesquisa para dentro da Câmara, quem ganha é a sociedade. No enfrentamento à violência contra a mulher, cada dado pode representar uma vida protegida, uma denúncia acolhida e uma tragédia evitada.
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