A CONTA CHEGOU: JUSTIÇA DERRUBA VOTOS DO MOBILIZA, ROSSANA PODE PERDER A CADEIRA E ALBUQUERQUE FICA PERTO DO RETORNO

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XADREZ POLÍTICO VIROU: ROSSANA PODE PERDER A CADEIRA E ALBUQUERQUE FICA A UM PASSO DO QUINTO MANDATO

A política de Marília vive mais um capítulo daqueles que mexem com os bastidores e colocam fogo no plenário. O ex-vereador José Carlos Albuquerque, do Podemos, deve assumir uma cadeira na Câmara Municipal após decisão do Tribunal Regional Eleitoral que manteve, por unanimidade, o entendimento sobre a anulação dos votos do Mobiliza nas eleições de 2024.

Na prática, a conta eleitoral mudou. Com a anulação dos cerca de 5 mil votos do Mobiliza, a Justiça Eleitoral deverá realizar a retotalização dos votos para vereador, alterando o quociente eleitoral e a distribuição das cadeiras no Legislativo mariliense. E, quando a conta muda, muda também o destino político de quem entrou pela sobra.

A principal consequência é direta: a vereadora Delegada Rossana Camacho, do PSD, deverá perder a cadeira na Câmara. Ela não é apontada como responsável pela suposta irregularidade do Mobiliza, mas acaba atingida pelo efeito jurídico da decisão. Como diz o ditado, quando a maré vira, até quem estava no barco errado acaba sentindo a onda.

Albuquerque foi quem levou o caso à Justiça Eleitoral, alegando que o Mobiliza teria lançado candidaturas femininas fictícias, as chamadas candidaturas “laranjas”, apenas para cumprir a cota mínima de 30% de mulheres exigida pela legislação eleitoral. A denúncia ganhou força, avançou no Judiciário e agora abre caminho para o retorno do ex-vereador ao Legislativo.

Caso seja confirmada a retotalização após a publicação do acórdão, Albuquerque deverá iniciar seu quinto mandato na Câmara de Marília. Nos bastidores, a leitura é clara: ele perdeu a eleição nas urnas por pouco, mas venceu no tapetão da lei eleitoral, usando as regras do jogo para cobrar aquilo que chamou de fraude partidária.

O caso também acende um alerta para os partidos: candidatura feminina não pode ser usada apenas para preencher tabela. A cota de gênero existe para garantir participação real das mulheres na política, não para virar enfeite de chapa ou peça de cálculo eleitoral.

Agora, a Câmara de Marília aguarda os próximos atos da Justiça Eleitoral. Mas uma coisa já ficou evidente: Albuquerque saiu fortalecido, Rossana ficou no centro da maior reviravolta política do Legislativo mariliense e o Mobiliza virou símbolo de uma disputa que pode mudar a composição da Casa.

Comentário do JP Jornal O Popular

O JP Jornal O Popular acompanha de perto esse caso porque ele não é apenas uma troca de cadeira. É uma lição política. Quem entra na vida pública precisa entender que eleição não se vence apenas no voto, mas também no cumprimento da lei. Em Marília, a Justiça mexeu no tabuleiro, e Albuquerque, que bateu na porta do Judiciário, está prestes a colher o resultado. Já Rossana, mesmo sem ser apontada como autora da irregularidade, pode pagar a conta de uma chapa que, segundo a Justiça, não cumpriu corretamente as regras eleitorais.

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