“Bullying não é brincadeira e escola que se cala pode pagar caro”, alerta Dra. Adryane Almeida ao JP Jornal O Popular
O que muitos ainda chamam de “brincadeira de escola” tem deixado marcas profundas em crianças e adolescentes. O bullying, dentro e fora das salas de aula, ganhou novas proporções com grupos de WhatsApp e redes sociais, transformando o ambiente escolar em um terreno perigoso para vítimas de humilhações e perseguições constantes.
Em entrevista ao JP Jornal O Popular, a Dra. Adryane Almeida, advogada de Família, Cível e Consumerista, fez um alerta contundente: “A escola não pode fechar os olhos. Quando existe omissão, pode haver responsabilização da instituição e também dos pais dos agressores.”
Segundo dados do IBGE divulgados pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024), quatro em cada dez estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos já sofreram bullying. Mais alarmante ainda é que 27,2% relataram ter sido humilhados duas ou mais vezes. Como diz o velho ditado, “quem planta descaso, colhe consequências”, e a Justiça brasileira já vem endurecendo o entendimento sobre esses casos.
A Lei nº 13.185/2015 estabelece que as escolas têm obrigação legal de prevenir e combater o bullying. Não basta apenas ensinar português e matemática; é dever da instituição garantir proteção, acolhimento e vigilância aos alunos. Entre as obrigações estão ouvir as vítimas, registrar os fatos, comunicar os responsáveis, aplicar medidas educativas e conscientizar estudantes sobre o uso responsável das redes sociais.
A Dra. Adryane Almeida destacou ainda ao JP Jornal O Popular que o cyberbullying vem crescendo silenciosamente e exige atenção redobrada das famílias. “Muitas agressões começam no celular e acabam destruindo emocionalmente crianças e adolescentes. A família precisa acompanhar, dialogar e agir rapidamente”, ressaltou.
A Justiça já tem dado respostas firmes. Em Minas Gerais, o Tribunal de Justiça condenou escola e pais de alunos agressores após ofensas praticadas inclusive em grupos de WhatsApp ligados ao ambiente escolar. O entendimento foi claro: a escola falhou no dever de proteção e os pais responderam pelos atos dos filhos menores.
Diante do aumento dos casos, a Dra. Adryane Almeida desenvolveu, em parceria com outras advogadas, o projeto “Dialogar para Proteger”, que promoverá palestras em escolas de Marília com foco em prevenção, conscientização e convivência saudável. A iniciativa busca levar informação para pais, alunos e educadores, porque “é melhor apagar a faísca antes que o incêndio aconteça”.
Bullying não é fase, não é brincadeira e muito menos exagero. O silêncio nunca será solução. Combater essa violência exige união entre escola, família e sociedade.
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