O que era para ser um lar de proteção virou cenário de medo, silêncio e desespero. Um homem de 31 anos foi preso na quinta-feira (7), em Arealva, suspeito de estuprar a própria enteada, uma criança de apenas 7 anos. O caso chocante veio à tona após a menina, em lágrimas, procurar ajuda na delegacia acompanhada da irmã, de 17 anos.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a criança chegou chorando e relatou os abusos sofridos dentro de casa. A irmã mais velha ainda apresentou áudios à polícia, que reforçariam os relatos da vítima. Como diz o velho ditado: “onde há fumaça, há fogo” — e desta vez, o alerta veio da própria inocência ferida.
A Polícia Militar foi até a residência da família e encontrou um cenário de violência e tensão. A mãe das meninas, de 37 anos, contou que havia sido agredida com um tapa no rosto pelo companheiro durante uma discussão ocorrida na quarta-feira (6). Além disso, o suspeito também teria quebrado o celular da mulher, numa tentativa de intimidação e controle.
De acordo com a mãe, a filha fugiu de casa e foi encontrada na residência de uma colega. Após muita conversa e insistência, a menina revelou o terror que estaria vivendo: o padrasto teria passado a mão em suas partes íntimas.
Sem celular e emocionalmente abalada, a mulher disse que não conseguiu denunciar imediatamente. Mesmo assim, decidiu proteger as filhas e dormiu ao lado delas naquela noite, pedindo ainda que a filha mais velha acompanhasse a irmã até a escola no dia seguinte.
A mulher relatou à polícia que trabalha fora durante o dia, enquanto o suspeito, desempregado, permanecia sozinho em casa com as crianças. As duas meninas são fruto de um relacionamento anterior. O casal também tem um bebê de apenas um ano.
Em depoimento, o homem negou as acusações de estupro, mas confessou ter agredido a companheira e quebrado o celular dela. Após passar por audiência de custódia, ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Avaí.
Casos como este acendem novamente o alerta sobre a importância de ouvir as crianças, observar mudanças de comportamento e denunciar qualquer suspeita de violência. Muitas vezes, o perigo mora dentro de casa e veste a máscara de quem deveria proteger.
COMENTÁRIO DO JP JORNAL O POPULAR
Mais um caso revoltante que escancara uma triste realidade: crianças indefesas convivendo com o medo dentro do próprio lar. O silêncio jamais pode vencer a verdade. Quando uma criança fala, ela precisa ser ouvida, acolhida e protegida. O JP JORNAL O POPULAR segue firme no compromisso de informar com responsabilidade e dar voz às vítimas, porque lugar de criminoso é atrás das grades.


