O desaparecimento de uma criança de 12 anos mobiliza familiares, moradores e autoridades desde a tarde desta segunda-feira (6), no bairro Nova Marília 4, zona sul de Marília. João Raspante Neto, diagnosticado com autismo nível 3 de suporte e não verbal, foi visto pela última vez nas proximidades de uma chácara, na parte baixa da rua Arlindo Borges, seguindo em direção à unidade de tratamento de água e esgoto da região.
A condição de João aumenta a gravidade da ocorrência. Por não se comunicar verbalmente, ele pode não responder a chamados ou pedidos de identificação, o que dificulta sua localização. Além disso, segundo a família, o menino havia ingerido medicação pouco antes de desaparecer, fator que pode provocar desorientação, medo e dificuldade de reconhecer o ambiente.
Desde o registro do desaparecimento, uma força-tarefa se formou espontaneamente. Moradores percorrem ruas, terrenos e áreas de mata, enquanto equipes de segurança foram acionadas para ampliar as buscas. A orientação é que a população redobre a atenção em locais de difícil visibilidade, como garagens, corredores, vielas, terrenos baldios e áreas próximas a córregos e instalações de saneamento.
A recomendação é clara: a busca deve ser visual e minuciosa. Por ser não verbal, João pode permanecer em silêncio mesmo na presença de outras pessoas, o que exige cuidado redobrado em cada verificação.
A família pede que qualquer informação seja comunicada imediatamente à Polícia Militar, pelo telefone 190. Em casos envolvendo pessoas em situação de vulnerabilidade, a rapidez na circulação de informações e o engajamento coletivo são determinantes para um desfecho positivo.
JP Jornal O Popular — Comentário
Este é um momento em que Marília precisa agir como comunidade. Não se trata apenas de uma notícia, mas de uma vida que depende da atenção de todos. Informação responsável, mobilização e sensibilidade podem fazer a diferença entre a angústia e o reencontro.


