“Eu não quis roubar”: pai é preso suspeito de agredir filha de 12 anos após ela se recusar a furtar casa de vizinho em Itapuí

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Um homem de 34 anos foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (12), suspeito de agredir a própria filha, de 12 anos, após a menina se recusar a furtar a casa de um vizinho, no município de Itapuí (SP).

A ocorrência veio à tona depois que representantes da Assistência Social e do Conselho Tutelar acionaram a polícia, após receberem denúncia de que a adolescente estaria sendo vítima de agressões dentro de casa.

Quando os policiais chegaram à residência, foram recebidos pelo pai, que chamou a filha até o portão. Durante o primeiro contato, os agentes perceberam que a menina apresentava escoriações na região do tórax, próximas ao pescoço.

Questionada, a adolescente demonstrou nervosismo, começou a chorar e relatou que havia sido agredida pelo pai. Em conversa reservada com conselheiras tutelares e uma assistente social, ela afirmou que foi atingida com um pedaço de pau após se recusar a furtar a casa de um vizinho.

A menina também contou que minutos antes da chegada da polícia o pai teria dado três tapas em sua cabeça e relatou que as agressões seriam frequentes.

A vítima foi encaminhada ao hospital para atendimento médico, onde foram constatadas escoriações nos membros superiores. Após o atendimento, a adolescente foi levada para um abrigo institucional, devido à situação de vulnerabilidade.

O pai foi preso em flagrante por lesão corporal. Durante o registro da ocorrência na delegacia, ele alegou passar mal e foi encaminhado para atendimento médico, permanecendo em observação na Santa Casa de Itapuí.

Por se tratar de uma criança, o depoimento oficial da vítima será realizado posteriormente por profissionais especializados, conforme determina a legislação. O caso segue sob investigação.


Comentário do JP Jornal O Popular

O caso expõe uma situação grave de violência doméstica envolvendo uma criança, que acabou sendo protegida após a atuação do Conselho Tutelar, da Assistência Social e da Polícia Militar. A denúncia foi fundamental para interromper o ciclo de agressões.

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