JP JORNAL O POPULAR – MARÍLIA E REGIÃO
POMPEIA — A noite de sábado terminou como ninguém queria: pesada, silenciosa e carregada daquela tristeza que parece não caber no peito. Um grave acidente na SP-294, próximo ao distrito de Paulópolis, tirou a vida de Luan Maranho, 28 anos, um jovem conhecido por sua bondade, coragem para trabalhar e pelo sorriso que, como muitos disseram, “abria porta que nem chave abria”. A namorada, de cerca de 20 anos, segue internada.
Segundo informações colhidas no local, Luan seguia sentido Marília–Tupã quando, por razões ainda investigadas, perdeu o controle do Audi que conduzia. O veículo invadiu a pista contrária, atingiu dois postes de iluminação e capotou na altura do km 491. Ele chegou a ser socorrido pela UTI Móvel da concessionária Eixo, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo durante atendimento emergencial na Santa Casa de Pompeia.
A companheira dele foi socorrida pelo SAMU e permanece sob observação.
Um trabalhador nato, um jovem que venceu pelo esforço e pelo coração
Luan Maranho não era apenas um jovem de 28 anos. Era daqueles que acordava cedo, dormia tarde e nunca reclamava de trabalho. Dono de uma oficina de motos em Pompeia, conquistou o respeito dos clientes e da comunidade com a habilidade nas mãos e a humildade no trato.
“O Luan era tipo ouro: quanto mais a vida batia, mais ele brilhava”, contou um amigo próximo nesta manhã de domingo, ainda sem acreditar na notícia.
Na cidade, o clima é de consternação. Comércios fecharam mais cedo em respeito, vizinhos se abraçaram tentando entender a dor e, nas redes sociais, homenagens se multiplicam como prova do quanto ele era querido.
Homenagem dos amigos que eram família: Barbearia Grau & Corte do Ga Du Corte e Adega Revoada 01 do Erick
“Luan era daqueles que chegava iluminando o ambiente. Mesmo quando o mundo tava virado do avesso, ele aparecia com aquela risada dele e dizia ‘vai dar bom’.”
Assim começa a mensagem emocionada dos amigos da Barbearia Grau & Corte do Ga Du Corte, que fizeram questão de transformar o luto em memória viva.
Eles lembram da parceria, das conversas no final do expediente, dos planos que ele tinha para a oficina, da vontade de crescer. “Se existe gente do bem, o Luan era o retrato. Trabalhador, leal, amigo de verdade.”
Já os amigos da Adega Revoada 01 do Erick, também de Pompéia, reforçaram:
“Tem gente que passa pela vida… Luan passou fazendo história. Passou marcando. Passou ensinando o valor da simplicidade. Ele não era só nosso amigo: era família, era irmão.”
Ambos os grupos pedem força e oração pela recuperação da namorada e pelo conforto à família.
A dor que une uma cidade
Em Pompéia, o domingo amanheceu mais silencioso.
Como diz o ditado, “quando cai um justo, até o céu se envergonha” — e foi exatamente essa a sensação.
Luan era o tipo de pessoa que ajudava sem pedir nada em troca. Que parava para ouvir. Que apertava a mão firme, olhava nos olhos e fazia amigos por onde passava.
Partiu cedo demais.
Partiu sem dar tempo do último abraço.
Mas deixou um rastro de luz, daqueles que nem o tempo apaga.
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COMENTÁRIO JP – JORNAL O POPULAR
“Em momentos como este, lembramos que a notícia também chora. Luan Maranho representava a força do jovem trabalhador brasileiro, que constrói sua vida na honestidade e no suor. Seu legado de humildade e luz permanece. Que Deus conforte a família e traga cura à namorada. A Pompéia que hoje lamenta é a mesma que, amanhã, celebrará tudo o que ele foi: boa gente, de coração limpo e alma forte. — JP, Jornal O Popular.”


